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7 sons antigos que foram ”ressuscitados”

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A história, em si, é composta de evidências. Ou seja, a natureza e o status de diferentes tipos de afirmações históricas partem, antes de tudo, de evidências. Em contrapartida, há algo que a ciência, até então, jamais pensou que poderia ter acesso: sons.

Por outro lado, sabemos que a ciência não para. Por mais complicado que seja, há sempre uma maneira de preencher algumas lacunas. E os sons era uma delas. Já não é mais. Ainda bem, pois assim, podemos novamente presenciar algo para lá de sensacional.

Por meio de varreduras, estudos anatômicos e, alguns casos, a impressão 3D, cientistas e engenheiros conseguiram ‘ressuscitar’ sons de pessoas, animais e instrumentos que estavam, digamos, perdidos. Confira quais são eles.

1 – Pássaros extintos

Em maio de 2019, o Te Papa, Museu Nacional da Nova Zelândia, abriu a exposição Te Taiao. Na vernissagem, os sons de várias aves nativas extintas, como a temível águia Haast e sua presa igualmente formidável, o moa, foram reveladas. As vocalizações das aves foram recriadas por meio dos esforços da equipe do museu e de designers de som de Wellington. Os sons emitidos pela águia Haast foram, especificamente, recriados pelo engenheiro de som Piers Gilbertson.

2 – Panpipes do Egito Romano

Em março de 2018, pesquisadores da Universidade de Kent recriaram, com sucesso, uma réplica de um conjunto de panpipes do Egito romano. Em suma, as réplicas foram criadas com o auxílio de uma impressora 3D. As panpipes de cana originais, e extremamente frágeis, foram impressas junto com vários outros instrumentos antigos. O trabalho é fruto de um esforço colaborativo entre várias instituições. Além disso, vale ressaltar que o objetivo de recriar tais objetos era ter acesso aos sons emitidos pelos antigos instrumentos. As peças estão expostas no Museu Petrie, localizado, na University College London.

3 – Música grega antiga

Inúmeras evidências sobre as antigas músicas gregas ainda sobrevivem. No entanto, apesar da abundância de informações sobre instrumentos, notas, escalas, e assim por diante, definir tais sons parecia praticamente impossível. Por outro lado, os esforços do pesquisador Armand D’Angour, da Universidade de Oxford, mudou o cenário. O pesquisador conseguiu reconstruir os sons com base em estudos feitos a partir de papiros antigos. D’Angour, por exemplo, foi capaz de recriar vários sons que eram emitidos pelos aulos, um instrumento de sopro bastante onipresente da época.

4 – Nesyamun

Em janeiro deste ano, cientistas foram capazes de recriar a voz do sacerdote egípcio Nesyamun. O trato vocal da múmia em questão estava bem preservado. Assim, foi possível recriar uma réplica por meio de uma impressora 3D. A réplica, então, foi conectada a um alto-falante e a um computador, onde a suposta voz do sacerdote pode ser gravada.

5 – A acústica de Stonehenge

Como era o Stonehenge há mais de 4.000 anos atrás? Obviamente, não é o mesmo de hoje, claro. Pedras caíram ou foram retiradas, alterando, assim, a acústica do local. Em 2019, o pesquisador em arqueologia acústica, Trevor Cox, da Universidade de Salford, replicou como os sons teriam reverberado através de Stonehenge em 2200 aC, com todas as suas pedras originais no lugar. Confira o som clicando aqui.

6 – O Homem do gelo

Em 2016, a voz de Ötzi, o famoso “Iceman” encontrado nas montanhas do Tirol do Sul, em 1991. Rolando Füstös, do Hospital Geral de Bolanzo, após examinar a garganta do Iceman, utilizou um software e modelos matemáticos para recriar os sons que este ser do período neolítico poderia ter produzido.

7 – Vocalização do Mamute-lanoso

O pesquisador Marguerite Humeau, após consultar especialistas, incluindo o expert Bernard Buigues, que trabalha com mamutes, construiu um impressionante aparato de 6 metros para imitar as vocalizações do Mamute-lanoso. O aparato foi exibido em 2011, no Royal College of Art, em Londres. Aparentemente, na ocasião, o som emitido pelo mamute conseguiu assustar várias crianças. Clique aqui para escutar.

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