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7 terríveis armas químicas que existem

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As armas químicas são vistas como cruéis e incomuns. Mesmo sendo consideradas menos eficazes do que os armamentos mais tradicionais, as armas químicas representam uma grande ameaça.

O uso desse tipo de armas segue sendo o centro de grandes polêmicas e disputas internacionais. O ataque contra o ex-agente russo Sergei Skripal, no Reino Unido, no início de março, é um exemplo. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, no ataque, utilizaram a neurotoxina Novichok. A ação foi considerada a primeira a utilizar armas químicas em território europeu, desde a Segunda Guerra Mundial.

Além disso, é importante saber a diferença entre as substâncias químicas usadas para ferir a população das substâncias que são usadas na indústria. Para a Organização de Proibição de Armas Químicas (Opaq), uma arma química pode ser definida como a junção do dispositivo utilizado para dispersar com o produto químico tóxico.

O primeiro uso militar de armas químicas em grande escala foi na Primeira Guerra Mundial. A Alemanha utilizou cilindros de gás cloro para evitar o avanço das tropas francesas. Posteriormente, os aliados também passaram usar esse tipo de armamento. Naquele período, a principal substância utilizada foi o gás mostarda. Depois disso, foi criado o Protocolo de Genebra, em 1925, que impedia o uso de armas químicas em batalha.

Você sabe quais são as mais perigosas?

1 – Gás cloro

Em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial, o cientista alemão Fritz Haber teve a ideia de usar gás cloro para obrigar as tropas inimigas a saírem das trincheiras e aceitar o combate a céu aberto. Os alemães lançaram gás cloro no front, perto da cidade belga de Ypres. Foi uma devastação — 5 mil soldados franceses, desprevenidos, foram mortos e outros 10 mil ficaram feridos.

2 – Gás Lacrimogêneo

Qualquer que seja o composto químico gasoso, natural ou sintético, que produza um efeito lacrimejante sobre o organismo, pode ser considerado gás lacrimogêneo – desde que apresente baixa toxicidade. Apesar de serem considerados não-letais e teoricamente não terem a finalidade de ferir mas apenas dispersar, na prática, não é bem assim. Esses gases agem irritando as mucosas dos olhos, nariz, boca e pulmão, causando lacrimação, coriza, tosse, dor nos olhos, cegueira temporária e dificuldade de respirar. Além disso, em exposição prolongada, pode gerar alguns problemas respiratórios permanentes.

3 – Gás mostarda

O gás mostarda foi produzido em 1822, na Inglaterra, mas seu uso como arma química só aconteceu bem mais tarde. Além de atacar o revestimento das vias respiratórias, provocando feridas e inchaço, esse gás, com cheiro de mostarda (daí o nome), provoca bolhas e queimaduras na pele e cegueira temporária. Se inalado em grande quantidade, mata. O gás mostarda foi usado pelos alemães na Primeira Guerra Mundial.

4 – Antraz

A bactéria, causadora do antraz, é tida como uma das mais prováveis matérias-primas para uma arma biológica, tanto para um criminoso comum, como para um grupo terrorista. Mas o conhecimento sobre a bactéria e seu potencial ainda é incompleto. O grupo japonês, Aum Shinri Kyo, que, em 1995, provocou a morte de 12 pessoas em um atentado usando gás Sarin no metrô de Tóquio, fracassou em pelo menos seis tentativas de infectar o sistema com antraz.

5 – Sarin

O sarin é um composto organofosforado. Essa classe de compostos foi sintetizada pela primeira vez em 1936, pelo químico Gerhard Schrader, que tentava desenvolver pesticidas de uso agrícola. O caso mais recente de utilização de sarin foi em um atentado terrorista, ao metrô de Tóquio, no Japão, em 1995. A seita japonesa radical, Verdade Suprema, foi a responsável pelo atentado, que deixou doze mortos e cinco mil feridos. Outro composto organofosforado de efeito devastador é o tabun.

6 – VX

VX é considerada por especialistas como a arma química mais mortal de todos os compostos. É capaz de persistir por longos períodos no meio ambiente, e faz com que as vítimas tenham uma sensação de afogamento antes da morte, independente da dosagem. A substância foi banida desde 1993.

7 – Fosgênio

Quando inalado, este agente faz com que o fluido se acumule dentro dos pulmões, matando a pessoa por asfixia. O fosgênio pode demorar até 48 horas para fazer efeito, enquanto o cloro pode afetar as pessoas quase imediatamente.

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