Curiosidades

A expedição que provou que os dinossauros botavam ovos

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Atualmente, todos nós sabemos que os dinossauros botavam ovos ao invés de dar à luz os seus filhotes. Mas o entendimento nem sempre foi esse. Foi graças à descoberta de um ninho repleto de ovos de dinossauros, em 1923, na Mongólia, que esse pensamento foi favorecido.

O responsável por essa descoberta foi o explorador americano Roy Chapman Andrews. Por conta disso, o explorador se tornou uma lenda e várias pessoas o consideram a inspiração para o personagem Indiana Jones.

O homem começou sua carreira como faxineiro do Museu de História Natural de Nova York. Depois se formou na faculdade Beloit, no Estado de Wisconsin, em 1906.

Desde adolescente ele praticava taxidermia como um hobby, e foi com o dinheiro dessa atividade que ele conseguiu pagar parte dos estudos da sua faculdade. E como Roy tinha o sonho de trabalhar no Museu de História Natural, isso o fez mudar para Nova York.

Explorador

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No entanto, como no museu não tinha nenhuma posição compatível com sua formação, ele aceitou o trabalho na limpeza do local. Depois disso, ele se tornou assistente do departamento de taxidermia e com o passar do tempo foi crescendo. Passados 30 anos, ele se tornou diretor do museu.

Todo reconhecimento veio depois de muito estudo e uma série de expedições arqueológicas bem-sucedidas em uma época marcada por grandes explorações.

“No início do século XX havia pessoas viajando para o oeste americano em busca de dinossauros, havia a exploração aérea que Lindbergh e outros estavam fazendo. A exploração polar. Realmente foi uma época de ouro”, contextualizou Ann Bausum, autora do livro Dragon Bones and Dinosaur Eggs: A Photobiography of Explorer Roy Chapman Andrews (“Ossos de dragão e ovos de dinossauro: uma fotobiografia do explorador Roy Chapman Andrews”, em tradução livre).

“E o Santo Graal que as pessoas estavam procurando era o elo perdido da civilização que conectava os homens modernos com seus ancestrais humanos”, continuou.

Expedição

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Então, em 1922, Roy decidiu ir em busca desse elo perdido que iria sustentar a Teoria da Evolução de Darwin. Com isso em mente, ele partiu para uma expedição pelo Deserto de Gobi, na Mongólia.

“Foi um empreendimento gigantesco. A única maneira de chegar lá era de navio. Não havia fabricação de automóveis na Ásia naquela época, então ele teve essa ideia ousada, que as pessoas também acharam muito louca, de embarcar automóveis com ele da América para a Ásia, dirigir até o deserto e usar os automóveis para se deslocar mais rapidamente pela vasta região. E ele iria em abril e ficaria até setembro. Então teria que levar literalmente milhares de galões de gasolina, sem mencionar todos os suprimentos de comida de que ia precisar”, explicou Bausum.

Então, Roy liderou a equipe de expedição até a Mongolia. Ela era formada por especialistas em zoologia, paleontologia, geografia e geologia. E por mais que eles não encontraram o elo perdido, eles descobriram fósseis de dinossauros que os habitantes locais chamavam de ossos de dragão.

“Roy logo aprendeu que a maneira mais rápida de chegar aos campos de fósseis era perguntar aos moradores onde poderiam encontrar ossos de dragão. Porque essa era a explicação que a população local havia encontrado para aqueles restos fósseis incríveis de criaturas que pareciam mais míticas do que reais”, ressaltou a autora.

Descoberta

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Em 1923, Roy e sua equipe voltaram ao Deserto de Gobi para outra expedição. Nesse momento eles viram, pela primeira vez, os fósseis de ovos de dinossauros.

“A verdadeira emoção veio no segundo dia, quando George Olsen disse ter certeza que havia encontrado fósseis de ovos de dinossauros. Nós tiramos muito sarro dele. Mas, mesmo assim, ficamos curiosos o suficiente para ir com ele até o local após o almoço. E nossa indiferença de repente evaporou. Não havia dúvida que realmente se tratava de ovos. Muito provavelmente estes foram os primeiros ovos de dinossauro vistos pelos olhos do homem moderno”, escreveu Roy em seu livro “Under a Lucky Star”.

Os fósseis encontrados estavam colocados em uma espécie de ninho, da mesma maneira que os pássaros modernos fazem. E alguns deles estavam expostos provavelmente por conta das tempestades de vento.

“Estavam literalmente lá, à vista, apenas aguardando para serem descobertos. E quando eles começaram a encontrar fósseis de ossos de dinossauros na mesma área, as evidências se mostraram bastante convincentes”, pontuou Bausum.

Essa descoberta ajudou na confirmação de como os dinossauros se reproduziam e foi notícia no mundo todo.

Fonte: BBC

Imagens: BBC 

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