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Anticorpos em camundongos podem resultar em uma vacina para o Alzheimer

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As doenças que afetam o cérebro são vistas como algumas das mais preocupantes que as pessoas podem ter. Dentre esses problemas, está o mal de Alzheimer, uma doença incurável, que vai ficando mais grave com o tempo. Em suma, a principal causa da doença é a perda de neurônios e outras células cerebrais, que também se conhece como degeneração. E essa degeneração é o que causa problemas de memória e em outras funções cognitivas.

Essa doença é a causa mais comum de demência, afetando aproximadamente 44 milhões de pessoas no mundo todo. E em alguns países esses números podem triplicar nos próximos 50 anos. Justamente por isso que os cientistas estão tentando descobrir formas de proteger a população.

Tratamento

Tanto que, um novo método de tratamento demonstrou imunizar com sucesso os camundongos contra os modelos de doença de Alzheimer. Contudo, ainda não se sabe se essa abordagem pode ser usada para vacinar humanos contra a doença. Mesmo assim, os resultados parecem promissores quando comparados com outras tentativas.

“Embora a ciência ainda esteja em um estágio inicial, se esses resultados fossem replicados em testes clínicos em humanos, isso poderia ser transformador. Isso abre a possibilidade não apenas de tratar Alzheimer uma vez que os sintomas sejam detectados, mas também de vacinar contra a doença antes que os sintomas apareçam”, explicou o pesquisador Mark Carr da Universidade de Leicester, no Reino Unido.

Uma das marcas do Alzheimer são as placas de proteínas beta amilóides (Aβ) que se pode encontrar no cérebro de aproximadamente dois terços dos pacientes com diagnóstico clínico post-mortem.

Elas por si só não são necessariamente ruins para a cognição. A presença delas realmente pode ser importante para a saúde do cérebro. Contudo, quando algumas formas truncadas se agrupam o estudo sugere que elas podem ser tóxicas e levar à degeneração.

Possibilidades

Os outros tratamentos que tem essas proteínas como alvo tiveram impactos adversos. No entanto, essa nova abordagem tem apenas as proteínas truncadas como alvo.

Para isso, os pesquisadores conseguiram identificar uma família de anticorpos chamados TAP01 em camundongos que poderiam neutralizar as proteínas truncadas e deixar as inteiras sozinhas. Dessa maneira, esses anticorpos podem ser uma forma útil de impedir que as proteínas truncadas se liguem à outras.

E para garantir que os anticorpos funcionem para os humanos, os pesquisadores criaram uma versão do anticorpo chamada TAP01_04.

Quando se deu a vacina a dois camundongos com doença de Alzheimer pré-clínica, os resultados se mostraram parecidos aos dos anticorpos por conta própria. O que é uma notícia bastante empolgante. Contudo, como as placas de beta amiloide estejam associadas a muitas formas de Alzheimer a vacina pode não funcionar na prevenção de todas as formas.

Vacina

No entanto, se essa nova potencial vacina passar pelos testes clínicos em humanos ela pode melhorar a saúde cerebral de milhões de pessoas ao redor do mundo.

“Os resultados até agora são muito empolgantes e atestam a experiência científica da equipe. Se o tratamento for bem-sucedido, pode transformar a vida de muitos pacientes”, concluiu o bioquímico Preeti Bakrania, da organização de pesquisa médica LifeArc.

Fonte: https://www.sciencealert.com/novel-approach-to-alzheimer-s-disease-in-mice-points-to-a-possible-vaccine

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