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Dados novos reforçam que um dieta simples pode proteger contra o mal de Alzheimer

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As doenças que afetam o cérebro são vistas como algumas das mais preocupantes que as pessoas podem ter. Dentre esses problemas, está o mal de Alzheimer, uma doença incurável, que vai ficando mais grave com o tempo. Em suma, a principal causa da doença é a perda de neurônios e outras células cerebrais, que também é conhecido como degeneração. E essa degeneração é o que causa problemas de memória e em outras funções cognitivas.

Em suma, os pesquisadores conseguem falar quais são os neurônios que morrem primeiro ou então que são mais vulneráveis à doença. E para as pessoas que tem essa doença existe um sinal revelador. As placas amiloides e emaranhados neurofibrilares são um primeiro sinal do que será o futuro.

Agora, pesquisas recentes mostraram que essas mudanças no cérebro podem não ser as únicas causas do Alzheimer. E que uma coisa tão simples como uma dieta pode mudar a resiliência cognitiva de uma pessoa com relação à demência no futuro.

Dieta

Essa dieta específica se chama dieta MIND e foi desenvolvida por uma equipe de epidemiologistas nutricionais da Rush University.. Ela se baseia na dieta mediterrânea e na dieta de Abordagens Dietéticas para Parar a Hipertensão (DASH), que em 2015 teve um estudo mostrando seus potenciais benefícios.

Desde que esse estudo foi publicado, pesquisadores e o pessoas em geral colocaram o foco nessa abordagem dietética como sendo uma estratégia para uma potencial prevenção do Alzheimer.

Vários outros estudos foram demonstrando que a dieta MIND, onde a pessoa come mias vegetais com folhas, outros vegetais no geral, frutas vermelhas, nozes, azeite, grãos inteiros e peixes, realmente dá, pelo menos, uma proteção contra o declínio cognitivo.

Estudo

O novo estudo feito pela equipe da Rush University descobriu que os participantes que fizeram a dieta, mesmo que de forma moderada, tiveram um funcionamento cognitivo melhor mais para frente em suas vidas. Isso foi visto independente de quaisquer placas  amiloides ou emaranhados neurofibrilares que eles podiam ter.

“Algumas pessoas têm placas e emaranhados suficientes em seus cérebros para ter um diagnóstico post-mortem da doença de Alzheimer, mas não desenvolvem demência clínica durante a vida. Alguns têm a capacidade de manter a função cognitiva, apesar do acúmulo dessas patologias no cérebro. E nosso estudo sugere que a dieta MIND está associada a melhores funções cognitivas, independentemente das patologias cerebrais relacionadas à doença de Alzheimer”, explicou o pesquisador de saúde geriátrica Klodian Dhana,  do Rush Medical College.

Nesse estudo, os pesquisadores analisaram os dados de 569 participantes que morreram durante um estudo de longo prazo chamado Projeto Memória e Envelhecimento que começou em 1997. Os participantes desse estudo tinham que submeter uma avaliação clínica anual enquanto estivessem vivos. Além disso, eles também passaram por uma autópsia depois que morreram.

Dentre os questionários, em 2004, os pesquisadores começaram a dar um sobre a alimentação para os participantes. Nesse novo estudo, a equipe usou esses dados para conseguir dar uma pontuação retroativa de quão perto da dieta MIND esses participantes estavam.

Resultados

Feito isso, os resultados obtidos foram promissores. A equipe descobriu que ter uma pontuação mais alta na dieta MIND estava relacionado com um funcionamento cognitivo melhor antes da morte. Esse também foi o caso de ajustes feitos para aqueles que não tinham um comprometimento cognitivo no começo do estudo, ou então para os que tinham um diagnóstico de Alzheimer.

Claro que esse estudo tem suas limitações. Uma delas é que os resultados da dieta foram autorrelatados, o que pode ser uma coisa imprecisa.

“Exploramos essa preocupação excluindo da análise os participantes cuja primeira avaliação cognitiva global estava nos 25% mais baixos da amostra. Também calculamos a média cumulativa da pontuação da dieta MIND durante o acompanhamento para limitar o erro de medição. Outra limitação é que a amostra do estudo é composta em sua maioria por voluntários brancos que concordaram em avaliações anuais e doação de órgãos post-mortem, limitando assim a generalização”, escreveu a equipe.

Observações

Mesmo assim, o estudo mostra que, no mínimo, essa é uma questão que vale a pena ser explorada em mais estudos. E que, provavelmente, não fará mal algum as pessoas comerem mais vegetais verdes folhosos e outros alimentos integrais.

“A dieta parece ter uma capacidade protetora e pode contribuir para a resiliência cognitiva em idosos. Mudanças na dieta podem afetar o funcionamento cognitivo e o risco de demência, para melhor ou para pior. Existem mudanças bastante simples na dieta e no estilo de vida que uma pessoa pode fazer que podem ajudar a desacelerar o declínio cognitivo com o envelhecimento e contribuir para a saúde do cérebro”, concluiu Dhana.

Fonte: https://www.sciencealert.com/a-diet-created-by-scientists-has-been-linked-to-better-cognitive-performance-in-the-elderly

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