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Essa ferramenta pode prever o risco de Alzheimer em até 90%

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As doenças que afetam o cérebro são vistas como algumas das mais preocupantes que as pessoas podem ter. Dentre esses problemas, está o mal de Alzheimer, uma enfermidade incurável, que vai ficando mais grave com o tempo.

Quem é acometido por este mal sofre com demência ou perda de algumas funções cognitivas, como memória, orientação, atenção e linguagem. Isso porque as células do cérebro começam a morrer. O diagnóstico, em seus primeiros estágios, pode ajudar a retardar o avanço da condição, mas nem sempre isso é possível.

No entanto, cientistas da Suécia conseguiram desenvolver uma ferramenta simples e confiável que pode diagnosticar a doença de Alzheimer logo em seus estágios iniciais. O protótipo feito por eles analisa os resultados de um único exame de sangue e três exames cognitivos. Isso leva 10 minutos para ser feito.

Ferramenta

Tendo apenas essas informações, esse novo algoritmo conseguiu prever com 90%  de certeza quais os pacientes que tinham um comportamento cognitivo leve e desenvolveriam Alzheimer em quatro anos.

Se comparado com os diagnósticos médicos atuais, essa nova forma é uma grande melhoria. Nos primeiros testes do protótipo os especialistas, que usam o histórico médico da pessoa e varreduras cerebrais para conseguirem fazer o seu diagnóstico, tiveram um desempenho bem pior do que a nova ferramenta.

Examinando 340 pacientes, na Suécia, e 543, na América do Norte, que tinham problemas leves de memória, os especialistas estavam certos em seus diagnósticos 72% das vezes. Enquanto o novo algoritmo foi 83% preciso na previsão do começo do Alzheimer. Para isso, o algoritmo usou apenas os resultados dos exames de sangue.

Essas amostras de plasma sanguíneo foram usadas para procurar um gene de risco para a doença, e evidência de emaranhados de proteínas tau nas pessoas que já sofrem com problemas leves de memória.

Estudos

Segundo os estudos recentes sugerem, a proteína tau está presente no cérebro desde os estágios iniciais da doença de Alzheimer. E em 2019, os cientistas descobriram que o plama P-tau217 era um bom preditor da diminuição cognitiva nas pessoas com comprometimento cognitivo leve.

Anteriormente já tinha sido descoberto que o P-tau217 no líquido cefalorraquidiano é um preditor do declínio cognitivo específico do Alzheimer. Contudo, os testes do líquido espinhal são muito mais invasivos e caros do que um simples exame de sangue.

Protótipos anteriores tinham feito testes de sangue, mas nenhum deles foi feito na clinica. Esses exames de sangue se basearam em outra marca da doença parecida com as proteínas tau, as chamadas placas beta-amiloide.

Esse tipo de placa cerebral não parece ser tão onipresente nos pacientes com Alzheimer quanto as proteínas tau  são. Na realidade, até um terço dos pacientes  diagnosticados clinicamente com Alzheimer não apresentam essas placas depois da morte. Já outras pessoas sem problema de memoria mostram esses biomarcadores após o falecimento.

Doença

Essa diferença fez com que os pesquisadores sugerissem que essas placas são retardatárias da doença. E por sua vez, isso mostra que os biomarcadores relacionados ao tau podem pegar a doença mais cedo.

“O algoritmo nos permitirá recrutar pessoas com Alzheimer em um estágio inicial, que é quando novos medicamentos têm uma chance melhor de retardar o curso da doença”,  disse o neurocientista Oskar Hansson, da Universidade de Lund, na Suécia.

“O algoritmo atualmente só foi testado em pacientes que foram examinados em clínicas de memória. Nossa esperança é que ele também seja validado para uso na atenção primária à saúde, bem como em países em desenvolvimento com recursos limitados”, concluiu o autor principal do estudo Sebastian Palmqvist, também da Lund University.

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