Mundo Animal

As descobertas mais surpreendentes do reino animal em 2021

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Apesar das complicações a respeito da Covid-19, o ano de 2021 foi marcado por descobertas interessantes entre os cientistas, principalmente no reino animal. As descobertas vão desde mutações em elefantes até a detecção do coronavírus em cervos. Acompanhe, abaixo, os principais estudos do reino animal em 2021.

Migração de baleias bate recordes

Nature Picture Library

Uma baleia-cinzenta estabeleceu o recorde mundial para um vertebrado marinho, percorrendo mais de 26,8 mil quilômetros, o que representa mais da metade da volta ao mundo. O estudo foi publicado em junho na revista científica Biology Letters.

O cetáceo responsável pela quebra de recordes é um macho, que também foi considerado a primeira baleia-cinzenta já observada no Hemisfério Sul. A pesquisa revelou que os genes da baleia correspondiam aos da população conhecida no Pacífico Norte, o que indica que o animal migrou de um canto a outro do mundo.

Lesmas-do-mar cortam suas próprias cabeças

Segundo um estudo publicado em março de 2021 na revista científica Current Biology, duas espécies de animais marinhos podem arrancar suas próprias cabeças. Embora seja medonho, essas lesmas-do-mar não morrem quando perdem as cabeças.

Uma curiosidade ainda maior foi registrada: cada cabeça desmembrada pode regenerar um corpo inteiramente novo. Essas criaturas também apresentam outras características incomuns, como a capacidade de roubar cloroplastos de algas e, possivelmente, captar energia do sol dentro de seus próprios corpos.

Covid-19 detectada em cervos selvagens

Pixnio

O vírus que causa a Covid-19 não acomete apenas humanos: também pode infectar uma grande variedade de espécies animais. Até o momento, pesquisadores encontraram evidências de infecção em animais cativos e domesticados, incluindo tigres, leões, gorilas, visons, leopardos-das-neves, cães e gatos de estimação.

Agora, cientistas do estado de Iowa, nos Estados Unidos, descobriram que o coronavírus também infecta cariacus selvagens na América do Norte.  Cerca de 80% dos cervos da região estavam com infecções ativas quando foram analisados.

A análise sugere que cervos foram infectados diversas vezes pelos humanos e que a doença está sendo transmitida entre os indivíduos da espécie. Essa pesquisa é semelhante a um estudo publicado no início de 2021, demonstrando que 40% dos 152 cervos testados em três estados – Michigan, Illinois e Nova York – tinham anticorpos contra o Sars-CoV-2.

Formigas podem encolher os próprios cérebros

As formigas-saltadoras-de-jerdon, uma espécie com olhos grandes e pretos e mandíbulas que parecem pinças, possuem uma maneira peculiar de escolher rainhas. As operárias realizam competições em que a vencedora passa a ser a monarca, capaz de produzir ovos. Os ovários da fêmea vencedora se expandem e seu cérebro encolhe até 25%.

Mas, de acordo com um estudo publicado em abril de 2021 no periódico Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, essas formigas-rainhas também podem ser tiradas de sua posição e retornarem à função de operárias, fazendo com que seus órgãos reprodutivos encolham e o cérebro se expanda novamente.

Menor réptil do mundo descoberto

Frank Glaw

Em fevereiro de 2021, pesquisadores anunciaram uma nova espécie de camaleão descoberta em uma floresta tropical no norte de Madagascar, denominada Brookesia nana. Chamado de nanocamaleão, o animal é praticamente do tamanho de uma semente de girassol e pode ser o menor réptil do planeta.

Clonagem da doninha-de-patas-pretas

Para salvar mais uma espécie ameaçada de extinção, cientistas clonaram com êxito uma doninha-de-patas-pretas por meio de células preservadas de um animal silvestre morto há muito tempo. É a primeira vez que uma espécie nativa ameaçada de extinção foi clonada nos Estados Unidos.

As células utilizadas no procedimento eram de uma fêmea chamada Willa, que morreu em meados da década de 1980 sem se reproduzir. As células congeladas foram clonadas e deram vida a uma doninha saudável que recebeu o nome de Elizabeth Anne. A conquista, anunciada em fevereiro de 2021, é um grande avanço, já que restam apenas cerca de 500 animais de doninhas-de-patas-pretas.

Condores-da-califórnia deram a luz sem fecundação

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San Diego Zoo

Os condores-da-califórnia são pássaros necrófagos, ou seja, se alimentam de animais mortos ou cadáveres em decomposição. Com envergadura de mais de três metros, esses animais quase foram extintos em meados do século 20 devido a envenenamento, caça ilegal e destruição de habitat.

Pesquisadores acompanharam cuidadosamente os hábitos de reprodução e a genética das aves e, em outubro de 2021, descobriram que duas fêmeas deram à luz filhotes, mas sem cruzamento. Essa é a primeira evidência de nascimento virginal nessa espécie (e provavelmente entre aves não domesticadas). Essa forma de concepção também é conhecida como partenogênese.

Cientistas acreditam que essa forma de reprodução é significativamente mais comum no mundo animal do que se pensava, em parte porque é difícil de ser detectada e raramente rastreada. No entanto, até o momento não se sabe porque esse feito ocorreu entre os condores-da-califórnia.

Maior concentração de abelhas já descoberta

Em abril de 2021, um estudo, publicado no periódico Journal of Hymenoptera Research, constatou que 497 espécies de abelhas vivem em pouco mais de 15 quilômetros quadrados do Vale de San Bernardino, localizado entre o Arizona e o México. Essa é a maior concentração de diversidade de abelhas já encontrada em toda a Terra.

Evolução dos elefantes que não desenvolvem presas

Getty Images

A guerra civil de Moçambique, que ocorreu de 1977 a 1992, foi brutal para os elefantes-africanos. Mais de 90% dos animais foram mortos para obtenção de marfim no Parque Nacional da Gorongosa.

Mas a carnificina teve um resultado inesperado: alguns elefantes estão evoluindo sem presas, o que torna menos provável que sejam mortos por caçadores ilegais. Cerca de um terço das elefantes fêmeas mais jovens na Gorongosa, nascidas após o fim da guerra em 1992, nunca desenvolveram presas.

Cavalos e burros cavam poços no deserto

Um estudo publicado na revista científica Science, em abril de 2021, indicou que cavalos selvagens e burros podem utilizar seus cascos para cavar mais de 1,80 metros de profundidade para alcançar o lençol freático em desertos, criando oásis que fornecem água a outros animais selvagens.

A equipe identificou esses poços no deserto de Sonora, no oeste do Arizona, e no deserto de Mojave, na Califórnia. De acordo com o estudo, 57 espécies se beneficiaram das fontes de água “criadas” por cavalos e burros.

Fonte: National Geographic

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