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Barra de chocolate de 121 anos é encontrada em sótão de associação

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A Páscoa está aí e, como todos sabem, a graciosa tradição envolve presentar alguém com chocolate. A prática, desde sempre, esteve associada ao delicioso alimento. Algumas empresas, quando chegam a festiva data, capricham nos produtos, tanto que alguns chocolates chegam a ser irreais de tão saborosos. Em contrapartida, vez ou outra, apostamos no desconhecido, o que, muitas vezes, acaba nos colocando frente à frente com alguns chocolates intragáveis, impossíveis de se comer, como, por exemplo, a recente barra de chocolate de 121 anos encontrada no sótão de uma propriedade do National Trust.

Conforme expôs uma reportagem publicada pela Sky News, a barra de chocolate em questão fazia parte de um lote que foi encomendado pela Rainha Vitória, para presentear as tropas britânicas durante a Guerra dos Bôeres. Curiosamente, o produto foi encontrado em sua embalagem original, um estojo que trazia estampado em alto relevo a imagem da Rainha.

A antiga barra de chocolate

Os funcionários do National Trust, uma instituição de caridade voltada para a conservação do patrimônio na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte, descobriram a barra de chocolate ao lado de um capacete, em meio a um processo de catalogação dos pertences de Frances Greathead, filha do Sir Henry Edward Paston-Bedingfeld, 8º Baronete.

Anna Forrest, uma das curadoras do patrimônio cultural do National Trust, revelou a Sky News que a barra de chocolate, mesmo reverberando uma aparência apetitosa, não deve ser desejada como uma guloseima neste período em que se comemora a páscoa. “Embora pareça apetitosa, a barra já ultrapassou a data de validade. Mesmo assim, é um achado notável”.

“Só podemos presumir que o 8º Baronete guardou o chocolate com o capacete como uma lembrança de seu tempo na Guerra dos Bôeres”, pontuou a curadora em entrevista à Sky News.

Ainda conforme as informações divulgadas pela reportagem da Sky News, o lote de barras de chocolate encomendado pela Rainha continha mais de 100.000 latas. Em suma, cada uma das embalagens continha meio quilo do produto e todas, como dissemos no início da matéria, foram feitas pela empresa Cadbury, Fry e Rowntree, especialmente para os soldados que atuaram na Guerra dos Bôeres.

Distribuição das barras de chocolate

Durante a Guerra dos Bôeres, cada soldado que estava em campo de batalha deveria receber uma caixa, a qual continha as inscrições “África do Sul 1900” e “Desejo-lhe um feliz ano novo” – na escrita da rainha.

A guerra começou em 1899 e durou, ao todo, três anos. O confronto foi travado entre o Império Britânico e dois estados bôeres independentes que estavam, até então, sob a influência do império na África do Sul. Durante o conflito, Henry Edward Paston-Bedingfeld, 8º Baronete, atuou como major da milícia do Regimento King’s Liverpool.

Em 1902, período pós-guerra, o major ainda estava na África do Sul. O oficial só retornou a Oxburgh Hall quando seu pai morreu – com o chocolate, seu capacete e, claro, como de costume, um novo título. Além do major, inúmeros outros soldados guardaram suas barras de chocolates em casa. Acredita-se que diversas embalagens do produto sobreviveram, embora poucas ainda contenham o chocolate.

O National Trust informou à SKY News que irá realizar uma exibição com os itens no futuro, inclusive os itens catalogados que pertenciam a Frances Greathead, filha do Sir Henry Edward Paston-Bedingfeld. A data da exibição não foi divulgada.

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