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Cientistas colocam implantes transparentes para observar cérebro de ratos vivos

POR Bruno Dias    EM Experiências      09/04/19 às 18h18

O cérebro humano é o órgão mais importante para a nossa vida. É ele que nos permite pensar, respirar ou mesmo caminhar. Cada parte do cérebro tem sua função exclusiva. Mas elas se conectam entre si para fazer a parte mais perfeita do corpo humano.

O cérebro humano médio pesa cerca de 1,4 kg, mede 14 centímetros de largura, 13 de altura e representa apenas 2% do peso corporal. Mesmo sendo tão pequeno, contém todas as informações de nossas vidas, escondendo os maiores mistérios da humanidade

E mesmo que a ciência e a tecnologia venham iluminando nosso caminho em relação a muitos aspectos da medicina e do corpo humano, o cérebro e seus segredos deixam até os mais talentosos neurocientistas no escuro. Por mais que os estudos e as tecnologias avancem cada vez mais, ainda há coisas que a ciência não consegue explicar. Nosso cérebro ainda guarda muitos mistérios e dúvidas. Como, por exemplo, grande parte de suas funções que nos mantêm vivos e capazes de interagir com o ambiente e com outras pessoas.

Para tentar desvendar e entender um pouco mais desse órgão tão complexo, neurocientistas e engenheiros mecânicos da Universidade de Minnesota colocaram implantes transparentes no topo dos crânios de ratos. Eles fizeram isso para que conseguissem observar todo o trabalho do cérebro diante de seus olhos.

Expectativa

O que a equipe espera com isso é que consigam uma visão de como é a natureza do cérebro humano em condições adversas. Estudá-lo depois de ter em uma concussão, demência, Alzheimer e Parkinson.

"O que estamos tentando fazer é ver se podemos visualizar e interagir com grandes partes da superfície do cérebro do rato, chamadas de córtex, durante longos períodos de tempo. Isso nos dará novas informações sobre como o cérebro humano funciona", disse o coautor Suhasa Kodandaramaiah.

"Essa tecnologia nos permite ver a maior parte do córtex em ação com controle e precisão sem precedentes, estimulando certas partes do cérebro", continuou.

Com esse implante, é possível ver a imagem do cérebro e da mesoescala. Isso dá aos cientistas a possibilidade de observar a superfície cortical piscar com sua atividade.

A equipe conseguiu criar esse implante, chamado See-Shell, usando varreduras digitais do crânio e tecnologia de impressão 3D. Depois, eles colocaram cirurgicamente esse implante no topo dos crânios de vários ratos. Em média, os implantes ficavam 92 dias. Mas ele poderia ficar no crânio por mais de 300 dias.

Sucesso

O sucesso dos implantes foi de 90% e o corpo não os rejeitou. Isso permitiu que os cientistas conseguissem estudar o mesmo cérebro por um longo período. Segundo os pesquisadores, isso dá a possibilidade de estudar condições crônicas, doenças degenerativas e envelhecimento do cérebro.

Em um primeiro estudo foi mostrado como uma concussão leve pode afetar outras partes do cérebro. E graças a esse implante foi possível ver como o cérebro se reorganiza estrutural e funcionalmente depois do trauma físico.

"Este novo dispositivo nos permite observar a atividade cerebral no menor nível de zoom em neurônios específicos. E também obtendo uma visão geral grande de uma grande parte da superfície do cérebro ao longo do tempo", explicou Kodandaramaiah.

"Desenvolver o dispositivo e mostrar que ele funciona é apenas o começo do que poderemos fazer para avançar na pesquisa do cérebro", concluiu.

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