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Cientistas estão implementando táticas extraordinárias para salvar a Harpia

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Com uma magnífica coroa de penas e um conjunto de garras maiores que a de um urso, a harpia, além de ser uma das aves mais intimidadoras do reino animal, é também uma das maiores espécies de águias do mundo.

Infelizmente, com o desmatamento da Floresta Amazônica, o número de indivíduos da espécie está diminuindo. Para tentar sanar o problema, os cientistas estão implementando táticas extraordinárias, como, por exemplo, a reprodução em cativeiro.

A harpia, uma ave de rapina assassina

A harpia (Harpia harpyja) é uma ave de rapina que, por ser extremamente grande, é capaz de devorar animais de tamanhos consideráveis. O famoso botânico sueco Carl Linnaeus foi o primeiro a descrever a espécie. Em 1758, o profissional, em uma de suas publicações, apelidou a ave de Vultur harpyja.

Além de suas cores – preto, cinza e branco -, uma das características distintas da harpia é seu tamanho. De acordo com os pesquisadores, essas aves estão entre as maiores espécies de águias do mundo. Nesse ínterim, vale ressaltar que as fêmeas, assim como a maioria das espécies de águias catalogadas, são muito maiores do que os machos.

A envergadura de uma harpia fêmea pode chegar a até 2 metros. Diferente de outras espécies de águias, a harpia prefere realizar voo entre as copas das árvores. Mesmo não sobrevoando grandes alturas, a ave em questão pode atingir até 80 quilômetros por hora em meio a um voo.

As garras de uma harpia podem atingir até 12 centímetros de comprimento. Em geral, são caçadoras silenciosas, então, raramente, vocalizam ao avistar uma presa. As fêmeas, por serem maiores que os machos, se alimentam de preguiças e macacos.

O habitat original da espécie se estende por quase toda a América Latina, especificamente entre o México e o norte da Argentina. Normalmente, nidificam entre as copas das árvores, mas com o desmatamento, o número de indivíduos da espécie diminuiu drasticamente. Como a harpia está desaparecendo, os cientistas não estão medindo esforços para salvar a espécie.

Esforços para salvar as espécies

As harpias são monogâmicas, portanto, escolhem apenas um parceiro para se acasalar durante a vida. Além disso, se reproduzem de forma lenta, colocando dois ovos a cada dois ou três anos.

Dos dois ovos, apenas o primeiro filhote consegue sobreviver até a idade adulta. Isso acontece porque o primeiro filhote recebe mais atenção. Em suma, os bebês harpias nascem totalmente brancos e ganham a coloração preto, cinza e branco à medida que amadurecem.

Os filhotes ficam no ninho cerca de um ano antes até estarem prontos para voar. Mesmo depois de terem deixado o ninho, a harpia, nos anos que sucedem, costuma retornar ao ninho.

Como estão desaparecendo, os cientistas estão trabalhando arduamente para reproduzir a espécie em cativeiro. Os esforços têm se mostrado bem-sucedidos. O trabalho de reprodução começou em 1940, no zoológico de San Diego. Desde então, machos estão sendo transferidos para outros zoológicos de outros países para cruzarem com outras fêmeas.

Atualmente, 50 harpias já nasceram deste processo. Incrivelmente, os zoológicos estão se tornando o maior centro de reprodução de harpias do mundo.

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