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Cirurgiões se uniram para separar gêmeas siamesas gratuitamente para família humilde

POR Cristyele Oliveira    EM Compartilhando coisa boa      20/03/19 às 17h56

Muitas vezes, em países menos desenvolvidos, o acesso à condições de saúde de qualidade é um bem disponível apenas para uma parcela específica da população, o que coloca o restante em situação de risco. Essa triste realidade faz com que muitas pessoas acabem morrendo, ou passem grande parte da sua vida sofrendo com doenças, sem ter condições para pagar pelos tratamentos necessários.

Desde os mais simples procedimentos até os mais complexo, são cobrados valores que grande parte das pessoas não pode pagar. Um parto, por exemplo, é um procedimentos mais caros, e quando o bebê necessita de cuidados específicos a situação fica ainda mais crítica. E foi o que aconteceu com uma família não identificada na Índia, quando tiveram dois bebês que nasceram grudados pelo estômago.

Quando as gêmeas nasceram no Hospital de Varanasi, Uttar Pradedesh, na Índia, pesando menos de 4 quilos, os médicos informaram aos pais que seria necessária uma cirurgia para separar as irmãs, caso contrário elas não conseguiriam sobreviver naquela situação. No entanto, seus pais não tinham condições de arcar com o procedimento cirúrgico.

Considerando a situação crítica das crianças, o hospital se ofereceu para fazer a cirurgia de separação dos bebês de forma gratuita. E pensando na saúde e bem-estar das filhas, os pais autorizaram o procedimento.

A cirurgia

As meninas nasceram pesando apenas 3,1 quilos e estavam unidas pelo estômago, pela complexidade do caso, os médicos aconselharam a cirurgia deveria ser feita o quanto antes. A operação foi feita quando as meninas tinham apenas três dias de vida.

Por ser um procedimento de alto risco, foi necessário o auxílio de uma grande equipe médica, com 5 cirurgiões, 10 médicos e 15 enfermeiros. Felizmente a cirurgia que durou cerca de 5 horas foi um sucesso, e os médicos conseguiram separar o esterno e o fígado sem maiores danos às bebês que foram separadas com saúde.

É esperado que logo após se recuperaram, as duas meninas já possam voltar para casa. "Foi uma das operações mais raras que nosso hospital já realizou. Estou muito feliz que ambas tenham sobrevivido apesar da longa operação e de as crianças fossem fracas. Foi uma tarefa desafiadora", disse o Dr. Vaibhav Pandey, professor e assistente de cirurgia pediátrica do hospital.

As meninas que ainda não foram batizadas, serão nomeadas durante os rituais tradicionais indianos, assim que chegarem em casa.

Gêmeos siameses

Segundo a comunidade médica, gêmeos siameses sem desenvolvem quando a mãe produz apenas um óvulo que não se separa completamente após a fecundação. O embrião ainda em desenvolvimento começa a se dividir em gêmeos idênticos já nas primeiras semanas de gestação, mas para antes que o processo seja concluído.

Os casos de nascimento de irmãos gêmeos siameses, cujo a pele e órgãos internos são unidos são raros. Estima-se que apenas um a cada 200.000 nascimentos de gêmeos sejam siameses.

Aproximadamente 40 a 60% dos gêmeos siameses nascem mortos, e cerca de 35% sobrevivem apenas um dia. A taxa global de gêmeos siameses que sobrevivem é algo entre 5 a 25%. Curiosamente, os irmãos do sexo feminino tendem a ter uma chance maior de sobreviver do que irmãos do sexo masculino. Mesmo que mais gêmeos masculinos se unam ainda no útero, bebês do sexo feminino são três vezes mais propensas a nascerem vivas do que os do sexo masculino.

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Imagens Nation
Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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