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Como é possível que vulcões criem gelo na Lua?

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Quando os cientistas descobriram que existia gelo na Lua, a ciência aqui na Terra se inflamou com a notícia. Afinal, onde há gelo, há água. Sendo assim, surgiram questionamentos sobre como esse líquido fundamental à vida chegou até o nosso satélite natural.

A partir de então, uma série de palpites vieram à tona. Alguns acreditavam que asteroides e cometas levaram a água até a Lua. Por outro lado, tinha quem defendia que os ventos solares trouxeram vapores que “molharam” a superfície lunar.

Porém, um nova hipótese está se formando agora: a de que essa água veio das erupções vulcânicas que acontecem há cerca de 2 bilhões de anos. A linha de pensamento está expressa no artigo dos pesquisadores Wilcoski, Hayne e Landis, o qual está publicado na revista The Planetary Science Journal.

Fonte: Go Outside

Água de vulcão

De início, vale lembrar o que acontece com os gases de uma erupção vulcânica aqui na Terra. Basicamente, as substâncias dos gases que saem do vulcão vagam pela atmosfera, diferente do que acontece na Lua.

Lá não há atmosfera permanente, já que nosso satélite possui uma massa pequena demais para gerar uma gravidade que segure esses gases ao redor dele. No entanto, isso não significa que a estrutura lunar nunca contou com o “revestimento atmosférico”.

De acordo com os cientistas, as erupções dos vulcões lunares geravam uma espécie de atmosfera provisória. Sendo assim, esses momentos duravam cerca de 2.500 anos, e após isso, o material gasoso ia embora para o espaço devido à baixa gravidade da Lua.

Nesse sentido, em meio a tantos gases que um vulcão expele, há também muito vapor d’água. Conforme explica o artigo dos pesquisadores, este vapor desbravaria a atmosfera provisória que se forma e se sedimentaria nos polos lunares. Nestes pontos, as temperaturas chegam a -253 ºC, mais do que o suficiente para a água virar gelo.

Fonte: Getty Images

Portanto, por mais que a estrutura atmosférica se desfizesse em pouco tempo, durante seu vigor ela hospedava esse fluxo de água para os polos. A propósito, durante os intervalos de maior atividade vulcânica da Lua, haviam erupções a cada 22 mil anos, um tempo relativamente curto para as formações planetárias.

Ou seja, neste meio tempo, mais de 20 quatrilhões de quilos de vapor d’água podem ter sido lançados ao ar durante as erupções. Isso representa 800 milhões de piscinas olímpicas cheias de água. Esse grande volume se dava porque, a cada explosão, um terço do volume de gases expelidos era composto por H2O.

Provando a hipótese

A princípio, a emergência dessa hipótese se deu por conta de uma simulação em computador. Nela, os cientistas perceberam que 40% da água que saía dos vulcões iam parar nos polos lunares. Quanto ao resto, eles notaram que a substância se perdia no espaço ou sofria a quebra pela energia do sol.

Logo, havia um grande volume de água se depositando nos polos da Lua, o que é suficiente para formar as gigantescas montanhas de gelo que existem nesses lugares gelados.

Fonte: Riccardo

Apesar dessa simulação demonstrar caminhos de observação, ainda há muito o que fazer para comprovar a hipótese. Para isso, os cientistas precisam ter em mãos amostras do gelo lunar. Em seguida, cabe aos estudiosos buscarem por elementos químicos típicos de uma erupção vulcânica. Um dos principais deles é o enxofre.

Por isso, os investigadores contam com missões futuras capazes de adentrar na temperatura muito abaixo de 0ºC e perfurar a superfície de gelo. Nesse sentido, a rápida descoberta da origem dessa água se faz importante por conta da possibilidade de se usá-la. Afinal, ela seria muito bem-vinda na produção de combustíveis para foguetes ou no abastecimento das estações espaciais.

Fonte: Super Interessante.

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