
Já pensou acordar cedo e ver o sol nascer em formato de lua crescente? Pois é exatamente isso que vai acontecer no próximo domingo, 21 de setembro, em algumas partes do mundo. O fenômeno é conhecido como eclipse do equinócio e promete encantar quem tiver a sorte de estar no lugar certo e na hora certa.
Esse tipo de eclipse acontece quando a Lua passa diante do Sol, mas não o cobre completamente. O resultado é um disco solar “mordido”, lembrando uma fatia cósmica de pizza brilhando no horizonte. Nada mal para um domingo de manhã, certo?
Não é todo dia que a natureza combina dois eventos astronômicos marcantes. Além do eclipse, teremos o equinócio de setembro, que marca o início da primavera no Hemisfério Sul e do outono no Hemisfério Norte. Esse equilíbrio entre luz e sombra deixa o espetáculo ainda mais simbólico. Afinal, o Sol vai estar cruzando o equador celestial justamente nesse período de transição.
O equinócio ocorrerá no dia 22 de setembro às 15h19 no horário de Brasília. Já o eclipse parcial vai acontecer no dia 21, com seu auge entre 14h29 e 18h53, também no horário de Brasília. Em resumo: dois dias seguidos de motivos para olhar para cima.
Infelizmente, nem todo mundo vai conseguir assistir ao show. O eclipse poderá ser visto principalmente no Hemisfério Sul, com destaque para a Nova Zelândia e a Antártica. Nessas regiões, o Sol vai nascer já com aquele formato de crescente iluminado.
Na cidade de Dunedin, na Nova Zelândia, a cobertura máxima chegará a 72% cerca de 40 minutos após o início do fenômeno. Isso significa que quase três quartos do disco solar estarão escondidos atrás da Lua. Já na Baía de Ross, na Antártica, o bloqueio será ainda maior, de até 86%.
Para ter uma ideia, estima-se que apenas 400 mil pessoas no planeta terão a chance de ver o Sol com mais de 70% de cobertura.
O ponto mais encantador desse eclipse é o chamado “nascer do sol em crescente”. Imagine o Sol aparecendo no horizonte, mas em vez de um círculo dourado, você enxerga apenas uma curva iluminada. É quase como se a natureza tivesse desenhado uma lua no lugar do Sol.
Esse efeito acontece porque o eclipse coincide com o amanhecer em várias localidades. Em Auckland, também na Nova Zelândia, o Sol vai nascer parcialmente eclipsado às 6h10 da manhã, chegando a 61% de cobertura. Já em lugares como Fiji e Tonga, os moradores verão apenas uma pequena mordida no disco solar, mas ainda assim com direito a um amanhecer diferente de qualquer outro.
Na Austrália, especificamente em Hobart, o eclipse será discreto, com apenas 3% do Sol coberto pouco depois das 6h da manhã. Mas mesmo em menor escala, não deixa de ser curioso ver o astro-rei “mascarado”.
Agora, atenção: nunca, em hipótese alguma, olhe diretamente para o Sol durante um eclipse sem a proteção adequada. Mesmo em eclipses parciais, a radiação pode causar danos irreversíveis à visão. Os famosos óculos especiais para eclipses solares são indispensáveis.
Outra alternativa é usar métodos indiretos, como projetar a luz solar em uma superfície através de um buraco pequeno em papel ou até acompanhar transmissões ao vivo de observatórios. Afinal, nada impede de curtir o fenômeno do conforto de casa com segurança.
Além da beleza óbvia, eclipses sempre despertaram fascínio na humanidade. Povos antigos viam nesses eventos sinais divinos, profecias ou presságios. Hoje, com ciência e telescópios, entendemos perfeitamente a mecânica envolvida, mas a sensação de presenciar algo tão raro continua especial.
Esse eclipse é o segundo de 2025. O próximo só deve acontecer em 2026, e não com essa coincidência rara de datas. Então, se tiver oportunidade, vale a pena colocar o despertador para antes do amanhecer e aproveitar a vista.
Fontes: Aventuras na História






