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Essa bebê nasceu com 27 anos

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Molly Gibson nasceu em outubro de 2022 já com 27 anos de idade. Isso porque seu embrião foi congelado em 1992, sendo usado por Tina e Ben Gibson somente em fevereiro de 2020.

O caso aconteceu em Tennessee, nos Estados Unidos, e estabeleceu um novo recorde para o embrião congelado há mais tempo que resultou em um nascimento. Assim, antes disso, o recorde era de sua irmã mais velha, Emma.

Tina e Ben Gibson lutavam contra problemas com fertilidade por quase cinco anos, mas tudo mudou de repente. Os pais da Tina viram uma história, veiculada em uma rádio local, sobre a possibilidade de adotar embriões. Segundo Tina, de 29 anos: “Essa é a única razão pela qual compartilhamos nossa história. Se meus pais não tivessem visto isso no noticiário, não estaríamos aqui”.

Em 2017, o casal entrou em contato com o National Embryo Donation Center (NEDC), uma organização sem fins lucrativas cristã sediada em Knoxville, no estado do Tennessee. Então, escolheram um embrião e tiveram sua primeira filha, Emma.

Um bebê entre um milhão

Reprodução

Tina, uma professora do ensino médio de 29 anos, e seu esposo, Ben, um analista de segurança cibernética de 36 anos, optaram por construir sua família com ajuda do National Embryo Donation Center (NEDC). Dessa forma, a instituição armazena embriões congelado que foram doados por pessoas que escolheram não prosseguir com a fertilização in vitro.

Então, famílias como Tina e Ben Gibson podem procurar o NEDC, adotar um dos embriões doados e dar à luz um bebê que não possui ligação genética com elas. Segundo a instituição, há cerca de um milhão de embriões humanos congelados armazenados nos Estados Unidos.

Mark Mellinger, diretor de marketing e desenvolvimento do DEDC ainda destaca que a infertilidade de casais é o maior motivo que faz com que procurem embriões doados. “Eu diria que provavelmente 95% têm algum tipo de infertilidade“, contou. “Nos sentimos honrados e privilegiados por fazer este trabalho e ajudar casais a formarem suas famílias.”

Sendo assim, o NEDC, fundado há 17 anos, já foi responsável por facilitar mais de mil adoções e nascimentos de embriões. Atualmente, a instituição realiza cerca de 200 transferências por ano. Essa transferência é similar à adoção tradicional, no entanto, ela ocorre nos primeiros estágios da vida do bebê.

Por essa razão, os casais podem decidir se preferem uma adoção de embrião “fechada”, que é quando não terá contato com os doadores, ou “aberta”, que permite alguma forma de contato. Geralmente, esse contato ocorre por meio de e-mails algumas vezes ao ano. De acordo com Mark Mellinger, é como uma relação de primo distante.

A escolha

Os casais precisam escolher entre os perfis de 200 a 300 doadores, que incluem informações como a história demográfica da família do doador. Logo, quando os Gibsons entraram nesse processo, acharam que tinham opções demais.

“Não nos importamos com a aparência desse bebê, de onde veio”, diz Tina. Assim, ao procurar conselho de um funcionário do NEDC, ela ouviu que deveria decidir qualquer critério de escolha, mesmo que fosse tolo. Então, ir retirando os perfis que não se encaixam para finalmente chegar a um.

“Meu marido e eu somos pessoas baixas, então reduzimos as opções usando altura e peso como critério, procurando algo parecido conosco. Isso reduziu bastante”, diz ela.

Irmãs de 1992

Tina Gibson - bebê

National Embryo Donation Center

As filhas de Tina e Ben são irmãs geneticamente, ambas tendo sido congeladas juntas em 1992. Nessa época, Tina Gibson, sua mãe adotiva, tinha cerca de um ano de idade.

Sendo assim, o National Embryo Donation Center destacou que o embrião de Emma era detentor do recorde de embrião que resultou em nascimento mais velho, com 24 anos. Mas, sua irmã mais nova, Molly, levou o título ao nascer com 27 anos.

Emma já demonstra muito amor à sua irmã mais nova. “Ela a apresenta a qualquer pessoa que a vê como ‘minha irmã mais nova Molly'”. Segundo o NEDC, a vida útil de um embrião congelado é, teoricamente, infinita. Logo, o recorde pode ser batido novamente no futuro.

Fonte: BBC

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