Curiosidades

Esse objeto misterioso visto há décadas pode ter sido do Planeta Nove

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O sistema solar é formado pelo Sol e mais 1.700 corpos celestes menores, entre cometas, asteroides e os planetas com seus satélites. Alguns séculos atrás, as pessoas pensavam que tinham mais de oito planetas. E erroneamente, classificaram asteroides como planetas. Mas algumas dessas previsões acabaram sendo verdadeiras. E ainda acredita-se que alguns desses planetas possam existir.

Como é o caso de um, em específico, que era bem real para os astrônomos. O Planeta Nove teria o mesmo tamanho que Urano ou Netuno e uma massa 10 vezes maior que a da Terra. Ele também seria 20 vezes mais distante do sol do que Netuno. E levaria entre 10 e 20 mil anos para completar uma órbita no sol.

Por mais que se tenha procurado esse planeta misterioso, a resposta se ele realmente existe ou não ainda é bem evasiva. No entanto, um novo estudo revelou o que poderiam ser vestígios da existência desse misterioso objeto.

Estudo

Segundo uma análise feita pelo astrônomo Michael Rowan-Robinson, do Imperial College London no Reino Unido, de dados coletados pelo satélite Astronômico Infravermelho (IRAS) em 1983 ele encontrou um trio de fontes pontuais que podem ser o Planeta Nove.

O astrônomo concluiu em seu estudo de pré-impressão que, na realidade, isso parecia bastante improvável. Mas a possibilidade significava que poderia ser usado para modelar onde o planeta está agora. Possibilitando assim uma pesquisa mais direcionada para a confirmação ou descarte da existência desse planeta.

“Dada a má qualidade das detecções IRAS, no limite da pesquisa, e em uma parte muito difícil do céu para detecções de infravermelho distante, a probabilidade de o candidato ser real não é esmagadora. Porém, dado o grande interesse da hipótese Planeta 9, valeria a pena verificar se um objeto com os parâmetros propostos e na região do céu proposta, é inconsistente com as efemérides planetárias”, escreveu Rowan-Robinson.

Especulação

A especulação a respeito da existência desse planeta já vem de décadas. Mas em 2016, ela atingiu um novo tom por conta da publicação de um artigo propondo novas evidências.

O artigo foi feito pelos astrônomos Mike Brown e Konstantin Batygin da Caltech que descobriram pequenos objetos no cinturão Kuiper do Sistema Solar orbitando de um jeito estranho. Eles se moviam como se tivessem sendo empurrados em um padrão sob influência gravitacional de alguma coisa grande.

Entretanto, encontrar esse possível objeto é bem complicado. Isso porque, se realmente existir esse objeto, ele está muito longe e é muito pequeno e frio. O que provavelmente faz com que ele não reflita muita luz do sol. Ademais, os pesquisadores não sabem exatamente onde ele está.

Satélite

O IRAS operou por 10 meses a partir de janeiro de 1983, fazendo uma pesquisa infravermelha de 96% do céu. Nesses comprimento de onda, objetos pequenos e frios, como possivelmente o Planeta Nove, eles podem ser detectados. Por isso, Rowan-Robinson analisou novamente os dados com parâmetros consistentes com o do possível planeta.

Dos aproximadamente 250 mil fontes pontuais que o satélite detectou, somente três são possíveis candidatos para serem o planeta. Em junho, julho e setembro de 1983, o satélite detectou o que parecia ser um objeto se movendo no céu.

Contudo, isso não é uma certeza. Até porque a região do céu onde esse objeto apareceu está em uma baixa latitude galáctica e fortemente afetada por cirros galácticos, nuvens filamentosas que brilham no infravermelho distante. Isso faz com que essas fontes podem ser, na realidade, nuvens.

“Estudos dinâmicos são necessários para verificar se tal objeto é consistente com as efemérides de outros objetos do Sistema Solar e se este objeto pode ser responsável pelo agrupamento das órbitas dos planetas anões do cinturão de Kuiper. As detecções IRAS não são da mais alta qualidade, mas valeria a pena pesquisar em comprimentos de onda ópticos e infravermelhos próximos em um anel de 2,5-4 graus de raio centrado na posição de 1983. Poderia se descartar este candidato se o rádio ou outras observações confirmarem o realidade (e estacionariedade) das fontes IRAS nas posições de 1983″, concluiu Rowan-Robinson.

Fonte: https://www.sciencealert.com/historical-data-reveals-what-may-be-a-decades-old-detection-of-planet-nine

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