A arqueologia é a ciência responsável por estudar culturas e civilizações do passado. E através das descobertas arqueológicas, vestígios de antigas sociedades e culturas são descobertos. E assim, podem compreender melhor como viveu determinado povo, quais eram seus hábitos e costumes e, até mesmo, o que levou ao seu fim.

Ela parece ser um ramo do estudo que nunca vai descansar por tanto trabalho que faz ao redor do mundo em busca de achados e novas descobertas para a humanidade. E são justamente essas novas descobertas que fazem com que os pesquisadores e cientistas queiram continuar desvendando todos, ou pelo menos grande parte, os segredos dos nossos ancestrais e do nosso passado. Para que assim cada vez mais consigamos montar esse quebra-cabeça que é a nossa história.

Cada descoberta é um novo capítulo. Como o que a equipe do  Instituto de Arqueologia de Belgrado, na Sérvia, achou. Eles encontraram uma série de feitiços milenares. Eles foram achados na vila de Kostolac, que fica na cidade romana de Viminacium, datada de entre o primeiro e o sexto século depois de Cristo.

Feitiços

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Os feitiços achados estão gravados em folhas de ouro e prata. Eles foram encontrados dentro de pequenos amuletos. Eles estavam junto com os corpos de pessoas mortas a aproximadamente dois mil anos atrás.

Em uma entrevista os arqueólogos disseram que esses feitiços es~tao escritos em um idioma antigo, no chamado aramaico. Eles agora estão trabalhando para conseguir traduzir esses encantamentos.

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É claro que quando lemos a palavra feitiço logo pensamos em bruxarias e coisas saídas do mundo da Harry Potter. Mas esse achado parece ser um pouco mais sombrio. Até o momento eles conseguiram identificar os nomes de alguns demônios entre as inscrições.

O que os pesquisadores acreditam é que esses amuletos se relacionem de alguma foram com a morte das pessoas que eles estavam enterrados juntos. Outros objetos parecidos com esses achados na Sérvia já foram encontrados na Inglaterra e no Egito. Geralmente, eles são enterrados com os mortos porque o povo a que eles pertenciam acreditavam que eles seriam levados por anjos ou demônios para uma vida depois da morte.

"Muitos dos feitiços que encontramos pareciam ser de amor, ordenando que alguém se apaixonasse. Mas também havia alguns com tons mais obscuros na linha de 'que seu corpo fique morto, tão frio e pesado quanto este que o guia", contou a pesquisadora Ilija Dankovic.

Motivo

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De acordo com a arqueóloga, esses feitiços eram enterrados junto com pessoas que tinham morrido de uma forma violenta. Isso porque eles acreditavam que "as almas dessas pessoas levavam mais tempo para encontrar alguma paz. E tinha mais chance de encontrar demônios e divindades e passar os desejos a eles para que fizessem suas mágicas", explicou.

"Divindades diferentes aparecem nesses amuletos. Como se estivessem invocando o que consideramos tanto o Cristo quanto o Anticristo hoje. Ou Cristo e os deuses pagãos. O que é estranho. Isso nos mostra que o processo de conversão ao cristianismo na região foi mais lento do que pensávamos", afirmou Miomir Korac, o pesquisador que conduziu a expedição.

Publicado em: 17/06/20 15h29