No microblog Twitter, um vídeo mostrando o coração de um tubarão-da-groenlândia batendo com ajuda de aparelhos, rapidamente viralizou. O coração do animal estava bombeando cerca de um litro de sangue a cada dez segundos, mas manteve batimentos lentos.

O autor das imagens, James Ducker, acredita que, de acordo com um registro da expedição, o coração pertença a uma fêmea adulta da espécie. Apesar de não conseguirem distinguir ao certo a idade do animal, os pesquisadores sugerem que sua idade estimada seja de 200 anos.

O coração do tubarão

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O coração foi extraído do tubarão e continou a bater por um sistema de bombas, como pode ser visualizado no vídeo acima. Acredita-se que os tubarões-da-groenlândia (Somniosus microcephalus) possam viver por cerca de 400 anos.  Eles vivem em grandes profundidades, cerca de 2,2 mil metros da superfície e em temperaturas que chegam próximo a zero graus.

O tubarão-da-groenlândia é a espécie invertebrada que tem o maior tempo de vida já conhecida. Superando até mesmo a baleia-da-groenlândia que vive em média cerca de 211 anos. De acordo com os especialistas, as gélidas águas em que vivem podem estar ajudando a prolongar suas vidas ao diminuir seu crescimento e taxas metabólicas, e ainda estaria ativando genes antienvelhecimento.

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"Este vídeo foi feito durante a investigação do sistema cardíaco do tubarão-da-groenlândia. Foram encontrados muitos fatos e processos novos que não eram conhecidos antes, pois tentava-se descobrir como esses tubarões vivem com mais de 400 anos de idade", contou James Ducker

Ainda muito pouco se sabe sobre essa espécie, mas este coração irá auxiliar cientistas e pesquisadores a compreenderem melhor como funciona o processo de envelhecimento do tubarão. Além de dar novos vislumbres sobre doenças e outras condições relacionadas a saúde desses animais.

David Ebert, do Pacific Shark Research Center, em entrevista ao portal IFL Science, afirmou que há muitos problemas quando se trata de supor que os maiores tubarões também sejam os mais velhos.

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"Os tubarões não são peixes ósseos e têm um modo reprodutivo e fisiológico mais próximo dos mamíferos do que dos peixes. Assim, os tubarões menores podem ser mais velhos que os tubarões maiores", afirmou Ebert.

Então pessoal, o que acharam da matéria? Deixem nos comentários a sua opinião e não esqueçam de compartilhar com os amigos.

Publicado em: 09/08/18 14h39