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Foto de maior exposição na história foi feita com uma lata de cerveja

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A primeira fotografia registrada foi em 1826, pelo francês Joseph Nicéphore Niépce. Entretanto, o desenvolvimento da fotografia não pode ser atribuída apenas a uma pessoa. Vários fatores ajudaram a criar a fotografia como a conhecemos hoje. Por incrível que pareça, físicos e químicos foram pioneiros nessa arte, já que os processos de revelação são físico-químicos, num conjunto de condições e de iluminação, que envolvem produtos químicos.

E conforme o tempo passou, a fotografia se tornou cada vez mais tecnológica e importante para a história da humanidade. E tirar fotos pode ser um hobby, ou até mesmo, um meio de ganhar dinheiro para algumas pessoas. E às vezes, podemos ainda nos surpreender com as técnicas para capturar imagens.

Há oito anos e um mês, uma estudante de Belas Artes da universidade de Hertfordshire montou uma câmera rudimentar, com uma lata de cerveja e papel fotográfico. Depois de criada, ela colocou a lata em um telescópio no Observatório Bayfordbury da universidade. E deixou seu projeto lá.

Foto

Como resultado, a fotografia que foi feita pode ser a foto de maior exposição já tirada na história.

“Eu já havia experimentado essa técnica algumas vezes no Observatório antes, mas as fotografias eram muitas vezes destruídas pela umidade e o papel fotográfico enrolava. Eu não tinha a intenção de capturar uma exposição por este período de tempo. E, para minha surpresa, ela tinha sobrevivido”, disse a fotógrafa Regina Valkenborgh, agora técnica de fotografia da Barnet e Southgate College.

A foto dela mostra o trajeto do sol pelo céu desde 2012. São 2.953 arcos de luz traçando seu caminho, conforme o sol nascia e se punha. Na fotografia, também é possível ver parte da cúpula do telescópio à esquerda da foto.

Antes dessa foto, a outra, que tinha o título de maior exposição, era de quatro anos e oito meses. Ela foi feita pelo artista alemão Michael Wesely. Ele tira fotos de longa exposição de várias cenas. Uma delas foi a reforma do Museu de Arte Moderna (MOMA), em Nova York.

Exposição

Para fazer fotos de longa exposição, é preciso ter aberturas muito pequenas na lente da câmera, para que não inunde o papel fotográfico com a luz. A câmera construída com a lata de cerveja é um tipo de câmera pinhole. Que é um dispositivo simples e sem qualquer tipo de lente.

Nele, a luz entra através de uma única abertura na câmera, que é um buraco do tamanho de um alfinete, e cai no papel fotossensível dentro. Com isso, uma imagem invertida do que a câmera “vê” é criada.

Então, por conta do longo período de exposição, somente os objetos  em movimento lento ou permanente aparecem na imagem final. Os objetos que tem um movimento rápido são perdidos.

Essa foto de Valkenborgh foi redescoberta por David Campbell, técnico principal oficial do Observatório de Bayfordbury. Ele encontrou e tirou a lata de cerveja despretensiosamente do telescópio.

“Foi um golpe de sorte que a imagem foi deixada intocada, para ser salva por Davi depois de todos esses anos”, disse Valkenborgh.

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