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Homem rapta mulher branca para obrigá-la a ver série sobre racismo

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Recentemente, um homem raptou uma mulher branca, para obrigá-la a ver uma série sobre racismo. Olhando assim, pode parecer uma solução um tanto quanto antiquada. Mas pelo menos, esperamos que a mulher tenha aprendido algo no final das contas.

Para ensinar sobre a temática de racismo, o homem utilizou a série americana “Raízes”, de 1977, que foi sucesso de produção e ainda recebeu um remake, lançado em 2016. No entanto, mesmo com a importância da série, a polícia não aceitou a justificativa do homem e ele foi preso pelo sequestro.

Nunca é tarde para aprender sobre racismo

Na cidade de Cedar Rapids, no estado norte americano de Iowa, Robert Lee Noye, um homem negro, de 52 anos, foi preso após ser acusado de ter sequestrado uma mulher branca. No entanto, o motivo do sequestro é um tanto quanto peculiar. De acordo com a Robert, ele teria sequestrado a mulher, para obrigá-la a assistir à série “Raízes”, cujo tema central aborda o racismo.

Dessa forma, Robert levou a mulher para casa para que ela assistisse às nove horas de duração da minissérie. “Assim, ela poderia entender melhor seu racismo”, justificou ele, segundo a queixa criminal da polícia. Contudo, ainda de acordo com a queixa, o sequestrador disse para ela “ficar sentada e assistir a toda a série com ele. Senão, ele a mataria e espalharia as partes do seu corpo pela estrada 380 a caminho de Chicago”.

Depois de tentar ensinar, de uma maneira forçada sobre racismo, Noye enfrenta acusações de assédio de primeiro grau e cárcere privado. Depois disso, a mulher também teve seu nome mantido em sigilo, por questões de segurança.

Conheça a série de televisão por trás do sequestro

Exibida no Brasil pela Rede Globo e SBT, “Raízes” (Roots) é uma série americana, de 1977, baseada no livro “Raízes Negras”, de Alex Haley. Ela conta a história da família do herói Kunta Kinte, um escravo do século 18. Dessa forma, as nove horas de série, dividas em episódios de 70 minutos, narram a linhagem da família do autor, desde a captura, escravização até a libertação dos descendentes de Kinte. Além disso, a série foi altamente premiada. No entanto, nada disso justifica um caso de sequestro.

Na época, a série recebeu 36 indicações ao Emmy, o “Oscar da televisão”, dos quais conquistou nove. Além de ainda vencer um Globo de Ouro e um Prêmio Peabody. De fato, não é pouca coisa não. Durante sua exibição nos Estados Unidos, a série atingiu números nunca antes vistos. Para se ter uma ideia, seu episódio final é a terceira maior audiência já registrada no país.

No Brasil, a série foi exibida pela Rede Globo no final da década de 1970. Depois disso, na década seguinte, foi reprisada pelo canal SBT. Mas mesmo em reprises, a série atingiu elevados índices de audiência. Ela fez tanto sucesso que recebeu uma continuaçãoRoots: The Next Generations (Raízes: Próximas Gerações), de 1979, e um especial de Natal Roots: The Gift (Raízes: O Presente), de 1988. Depois disso, em 2016, um remake, de mesmo nome e com quatro episódios, foi encomendado pelo canal History.

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