
Por mais de três décadas, o A23a, que é conhecido como o maior iceberg do mundo, permaneceu imóvel na Antártida. Contudo, essa placa de gelo de quatro mil quilômetros quadrados, que parece que se recusa a morrer, está de volta. No caso, agora, a plataforma de gelo está em uma trajetória de colisão com uma ilha na Geórgia do Sul. Por conta disso, a vida de animais, como focas e pinguins, está sendo colocada em risco.
Para se ter noção do tamanho desse maior iceberg do mundo, ele tem, praticamente, três vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Toda essa área está girando para o norte, em direção à ilha do território britânico, com a possibilidade de encalhar por lá e se despedaçar. Em qualquer uma dessas possibilidades, ele pode interferir de forma direta no ecossistema local.
De acordo com as atualizações do satélite GOES East, da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) dos Estados Unidos, o A23a está a 280 quilômetros da ilha que é um refúgio de vida selvagem. Por isso que todos os movimentos do maior iceberg do mundo são observados pelos especialistas porque se ele chegar na ilha terá a capacidade de barrar as águas em volta dela, já que são cruciais para a alimentação e a reprodução de todos os animais que vivem lá.

Náutica
Essa consequência não é uma coisa inédita, visto que já aconteceu com icebergs menores que encalharam na mesma região e fizaram com que as taxas de mortalidade entre filhotes de focas e pinguins aumentasse de forma significativa.
Segundo Andrew Meijers, especialista do instituto British Antarctic Survey, o maior iceberg do mundo está se deslocado para o nordeste, contudo as correntes predominantes sugerem que ele pode colidir com a plataforma continental rasa em volta da Geórgia do Sul, entre duas e quatro semanas.
O maior iceberg do mundo se desprendeu da Antártida, em 1986, e ficou preso no fundo do mar de Weddel. Com isso, durante 30 anos ele foi uma ilha de gelo, mas em 2020 essa realidade mudou porque ele foi em direção aos oceanos mais quentes. Em 2024 ele caiu em uma “armadilha” no meio do mar e girou, em círculos, durante meses, mas em dezembro conseguiu se libertar.
Conforme os estudos, o A23a pode se dividir em grandes segmentos a qualquer momento. Esses segmentos, por sua vez, podem ficar na água durante anos como “cidades flutuantes de gelo” navegando pela Geórgia do Sul.
Fonte: Náutica
Imagens: Náutica





