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La Niña: entenda sobre o fenômeno

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O La Ninã segue presente no Brasil e deve permanecer até meados de 2022. Isso faz com que a temperatura do oceano Pacífico esteja mais baixa do que o normal. De acordo com o Departamento de Meteorologia dos Estados Unidos (Noaa), o fenômeno deve continuar no Hemisfério Sul de forma fraca e moderada.

O Brasil ainda conta com um fenômeno de longo prazo chamado de Oscilação (Inter) Decadal do Pacífico ou ODP. Devido ao ODP, as regiões Sudeste e Centro-Oeste estão abaixo da média nos verões dos últimos dez anos.

A tendência deve continuar em 2022, de acordo com o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF, sigla no idioma natural). Por isso, no primeiro semestre do próximo ano haverá chuvas abaixo da média histórica no vale do Rio São Francisco (Minas Gerais e Bahia), Triângulo Mineiro, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Em contrapartida, no primeiro trimestre de 2022 terá chuva acima da média em Santa Catarina, Paraná e em São Paulo. Enquanto isso, o estado com maior efeito do La Niña será o Rio Grande do Sul, com chuva abaixo da média. Além disso, boa parte da região nordeste terá precipitação acima da média histórica.

Mais um efeito do La Niña em 2022 será a ausência de calor intenso em boa parte do país. Terá temperatura acima da média apenas cidades do interior do Rio Grande do Sul.

Ainda de acordo com o Noaa, o La Niña só deve perder força na primavera de 2022. “As condições do La Niña se desenvolveram e devem continuar com 87% de probabilidade entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022”, disse a agência.

O que é o La Niña?

Tempo.com

La Niña — traduzido como a menina — é um fenômeno oceânico-atmosférico. Sua principal característica é o resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Esse efeito é contrário ao do El Niño, que provoca aquecimento anormal das águas do mesmo oceano.

Durante o fenômeno La Niña, os ventos alísios são intensificados, soprando na faixa equatorial do leste para o oeste. Isso provoca uma quantidade superior ao normal de águas quentes que se aproxima do Pacífico Oeste. Enquanto isso, águas no Oeste ficam mais frias. Isso causa um desnível maior entre os dois Pacíficos.

Normalmente, o fenômeno ocorre em intervalos de 2 a 7 anos. A duração é de 9 a 12 meses, mas em alguns casos chegam a mais de dois anos.

O La Niña interfere na circulação geral da atmosfera e com isso provoca mudanças climáticas.

Efeitos do La Niña no Brasil

A Crítica

No Brasil, em anos de La Niña ocorrem chuvas mais abundantes no norte e leste da Amazônia. Isso provoca aumento na vazão dos rios da região, causando enchentes.

No Nordeste, provoca aumento de chuvas que beneficia a região semiárida. Enquanto isso, na região Sul nota-se secas severas e aumento da temperatura. Isso pode prejudicar as atividades agrícolas locais.

Já no Sudeste e Centro-Oeste os efeitos são imprevisíveis. Eles variam entre secas, inundações e tempestades.

Fenômeno La Niña continua até o outono de 2022

ECMWF

Previsões do Climatempo apontam que o frio provocado pelo La Niña permanecerá até o outono de 2022.

“Isso pode afetar também o verão, fazendo com que este não seja tão exageradamente quente. São previstos dias quentes para a estação, mas menos do que o tradicional”, afirmou o meteorologista César Soares ao G1.

Fonte: Canal Rural, Brasil Escola, Infoescola, BBC, G1

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