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Mais sinais misteriosos foram detectados vindo do espaço

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      13/09/18 às 16h40

O fenômeno astrofísico das rajadas rápidas de rádio, ou FRBs na sigla em inglês, se manifestam como um pulso de rádio de alta energia e de duração de cerca de milissegundos. O evento foi identificado pela primeira vez em 2012. Agora, pesquisadores através de uma inteligência artificial, estão procurando 72 novas FRBs vindas do espaço e que foram perdidas anteriormente.

A maioria das FRB são tão raras que apenas ocorrem uma única vez. Portanto, não é possível que os astrônomos consigam se programar para captá-las. Existe uma fonte repetidora de sinais chamada FRB 121102 que pode ajudar esses cientistas nessa tarefa. No passado, um grupo de especialistas teria usado a fonte apontando um telescópio em sua direção por cerca de 5 horas.

O estudo

Somente nas primeiras horas do experimento, o algoritmo usado pela equipe do Breakthrouh Listen conseguiu captar cerca de 21 FRBs. A partir disso, eles conseguiram compreender que a FRB 121102 passa por períodos de atividades intensas mais comuns do que eles imaginavam, seguido de períodos de ociosidade.

Os profissionais então treinaram uma inteligência artificial para procurar novas FRBs. O algoritmo utilizado conseguiu detectar 72 novos sinais, o que fez com que o número de objetos já observados por eles aumentasse para cerca de 300. De acordo com o estudo, não há um padrão exato na forma como esses sinais são captados. Porém, isso pode ajudar os especialistas a compreenderem mais sobre o próprio fenômeno.

O futuro

"Este trabalho é apenas o começo do uso desses métodos poderosos para encontrar transientes de rádio. Esperamos que nosso sucesso possa inspirar outros esforços na aplicação do aprendizado de máquina para a radioastronomia", contou Gerry Zhang, astrônomo da Universidade da Califórnia e integrante do Breakthrough Listen.

Segundo os dados coletados pelos cientistas sobre o FRB 121102, a fonte repetidora vem de uma região em uma galáxia anã, cerca de três bilhões de anos-luz da Terra, onde estrelas são formadas. Além de que, possivelmente, devido as distorções nas ondas captadas, essa região esteja próxima a um buraco negro ou uma nebulosa.

Os cientistas agora compreendem a importância de olhar para os antigos resultados e dados sob um novo aspecto, e também da necessidade de utilização desses dados através do aprendizado da inteligência artificial. FRBs acabam se tornando assinaturas de tecnologia extraterrestre. O Breakthrough Listen está ajudando a empurrar as fronteiras de uma área nova e para um rápido crescimento da compreensão do universo", concluiu o astrofísico Andrew Siemion.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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