Não há filme mais amaldiçoado do que este! Quase metade da equipe sofreu os efeitos da radiação de uma explosão nuclear

A sétima arte sempre foi uma forma que as pessoas encontraram de escapar de suas realidades e entrar em outro mundo. Os filmes são capazes de nos levar para horizontes desconhecidos. Mas até ficarem prontos, muito trabalho é feito e muitas coisas podem acontecer. Tanto que uma produção pode ficar conhecida como sendo um filme amaldiçoado.

No caso da cinebiografia de um conhecido senhor da guerra, Genghis Khan, a produção ficou conhecida como sendo uma das maiores declarações anti-guerra da história do mundo, mas de maneira involuntária.

Isso aconteceu porque o longa “Sangue de Bárbaros” não foi tido apenas como um desastre completo, como também foi tido como um filme amaldiçoado porque foi um veneno, literalmente, para as pessoas que participaram dele.

Filme amaldiçoado

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Para se ter uma noção, das 220 pessoas da equipe, 91 desenvolveram algum tipo de câncer em sua vida. Dessas, cerca de 50 morreram por conta da doença. Claro que o filme amaldiçoado não foi o único fator para isso acontecer e fatores externos podem estar relacionados com essa “coincidência”. Contudo, existe um fator que deve ser levado em consideração: bem perto de onde o filme estava sendo gravado, o governo dos EUA fez testes nucleares. Por conta disso, a radiação pode ter afetado os equipamentos usados.

Isso não era uma surpresa para os produtores do longa, mas o governo norte-americano garantiu que esses testes nucleares não eram uma ameaça para a equipe ou para os moradores da região. No entanto, a maior parte das pessoas acabou desenvolvendo câncer em uma idade mais nova do que o normal, conforme mostram as estatísticas.

O diretor do filme, Dick Powell, desenvolveu um linfoma e acabou morrendo em 1963. Já o ator John Wayne morreu em 1979, também por conta de um câncer de estômago. Enquanto Agnes Moorehead, conhecida  por ser bastante cuidadosa com sua saúde, morreu em 1974 também por conta da doença.

De acordo com Robert Pendleton, professor de biologia que investigou o caso em 1980, “com esses números, poderíamos estar enfrentando uma epidemia”. Contudo, a relação entre o número de casos de câncer e a radiação nunca foi provada conclusivamente. Mesmo assim, Howard Hughes, o produtor do longa, sentiu tão culpado por ter continuado as filmagens desse filme amaldiçoado que ele comprou todas as cópias existentes e as destruiu.

Para fazer isso, ele desembolsou 12 milhões de dólares. No entanto, em 1979 a Universal comprou todo o estoque de filmes dele, e o filme amaldiçoado foi colocado de volta em circulação.

Fonte: Adoro cinema

Imagens: Adoro cinema

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