
Quem é de uma geração mais antiga aprendeu uma outra formação do nosso sistema solar. Isso porque, até 2006, Plutão ainda era considerado um planeta. No entanto, em tal ano, Mike Brown, da Caltech, causou um alvoroço na comunidade da astronomia e fez com que a União Astronômica Internacional (IAU) rebaixasse Plutão da categoria de planeta. Com isso, ele foi classificado como planeta anão. Agora, parece que outro corpo celeste irá deixar de ser planeta.
Para que os objetos astronômicos sejam classificados, eles seguem as regras estabelecidas pela IAU. Contudo, conforme a astronomia vai crescendo é preciso revisar algumas dessas regras. Por exemplo, buracos negros, galáxias e estrelas são revisadas sempre para que a regra consiga englobar todos os objetos necessários sem que haja classificações múltiplas que acabem anulando uma ou outra.
Nesse ponto, os astrônomos estão discutindo a necessidade de redescutir o que define um planeta. E uma das regras principais está sendo questionada. Isso porque, de acordo com os astrônomos, as condições são muito vagas e tem que ser reconsideradas, especialmente para englobar os exoplanetas. Tanto que uma proposta já foi enviada para a IAU.

Brasil escola
Ao todo, o sistema solar tem oito planetas. São eles: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. E antigamente, Plutão era tido como um deles, mas ele deixou de ser considerado planeta.
Para que um objeto astronômico seja considerado um planeta ele tem que cumprir três requisitos. O primeiro é orbitar o sol; o segundo, ter um formato esférico; o terceiro, ele tem que ser gravitacionalmente dominante na sua vizinhança.
A IAU confirmou esses requisitos em 2006 com o objetivo de padronizar o que definiria os objetos astronômicos. Além de também resolver o problema com Plutão, que se parecia muito com seu satélite natural Caronte. Por conta disso existia a dúvida se Caronte também tinha que ser considerado um planeta.

Meteored
Desde 2006, os exoplanetas cresceram muito na astronomia. Para se ter uma ideia, na última década, a quantidade de exoplanetas foi maior que os cinco mil objetos conhecidos. O que é bem maior do que os 200 exoplanetas que se conhecia em 2006.
O que fez essa quantidade aumentar foi, especialmente, os novos telescópios e as novas técnicas de busca. Então, com esse aumento veio também um problema na classificação deles.
Como dito, para que um objeto seja considerado um planeta ele tem que respeitar os requisitos impostos pela IAU. Com relação aos exoplanetas, eles não cumprem o primeiro, que é o mais importante, orbitar o sol. Até porque, os exoplanetas são planetas que orbitam outras estrelas.

Meteored
Por conta dessa confusão toda, os astrônomos se reuniram para estipular uma mudança no que define um planeta. Com ela, o requisito de que tem que orbitar o sol iria ser descartado e um outro seria colocado no lugar. O que eles propuseram é incluir um limite mínimo e máximo de massa para definir um planeta. E também qualquer tipo de estrela iria poder ser o objeto central do sistema.
Se esse critério de classificação for aceito, nenhum objeto no nosso sistema solar irá deixar de ser planeta. O que mudará é que a maior parte dos exoplanetas irão ser oficialmente considerados planetas. Mesmo assim, Plutão e os planetas anões ainda irão continuar com sua classificação e não irão voltar a ser considerados planetas.
Fonte: Meteored
Imagens: Brasil escola, Meteored






