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Nova imagem 3D das dunas de Marte é divulgada pela NASA

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Marte é um dos planetas mais explorados em nosso sistema solar, sendo o único a receber robôs da NASA com o objetivo de aprimorar a análise de campo. O quarto planeta do nosso sistema solar é, depois da Terra, o mais popular, e colonizá-lo ainda é um sonho dos humanos.

Por conta disso, as pesquisas foram ficando mais intensas e os robôs enviados para lá nos dão informações e imagens cheias de detalhes. Assim, as descobertas a respeito do Planeta Vermelho não param.

Como por exemplo, a sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), que está na órbita de Marte desde 2006 para explorar o planeta através de imagens tiradas por sua câmera chamada High Resolution Imaging Experiment (HiRISE).

Imagem

Twitter

Desde que essa sonda foi enviada a Marte, ela faz imagens impressionantes. Agora, a NASA divulgou uma imagem incrível, em 3D, do movimento da poeira nas dunas do Planeta Vermelho.

Essa sonda monitora as dunas de Marte desde que foi enviada para lá. Por conta disso, o perfil dela no Twitter já é conhecido por sempre publicar imagens de tirar o fôlego.

O registro foi feito na região Nili Patera, onde estão localizadas as dunas. E, assim como as outras fotos publicadas pelo perfil, todas geralmente em 3D, é preciso que a pessoa use óculos anáglifos para observar o efeito.

Dunas

Galileu

As dunas onde o registro foi feito ficam em Nili Patera, que é uma região formada em parte por um vulcão colapsado de Syrtis Major. Ele é conhecido por ter fluxos de lava singulares formados por basalto e dacito, que é um tipo de rocha ígnea vulcânica bem rara em Marte.

Segundo a NASA, essa região tem dunas com o formato crescente que são o resultado da ação dos ventos que sopram em uma única direção no planeta. Como resultado, a ação dos ventos faz com que a areia se aglomere em pequenos montes que são crescendo até formarem essas dunas.

O vento também faz com que os grãos de areia formem pequenos canis ondulados na encosta dessas dunas. Com isso, quando outros grãos de areia chegam no topo delas, eles descem por essas encostas menores, que é onde existem os canais.

Por conta desse movimento, as dunas vão mudando de lugar de maneira gradual com o passar do tempo. Portanto, é super importante que os pesquisadores tenham a chance de estudá-las agora.

Registros

Science Alert

Entender mais o Planeta Vermelho é essencial para o futuro. Contudo, por mais que a Terra e Marte tenham algumas similaridades, eles são planetas completamente diferentes em vários sentidos.

Por conta disso, os rovers espaciais que foram mandados para lá já fotografaram várias paisagens estranhas que mostram que Marte também é bem diferente do nosso planeta.

Como por exemplo, essa cratera de gelo chamada cratera de Korolev. Ela tem 1,8 quilômetro de espessura, até 60 quilômetros de diâmetro e um volume de aproximadamente 2.200 quilômetros cúbicos. A cratera não está longe da calota de gelo do Polo Norte de Marte. Essa área, que tem 81,4 quilômetros de diâmetro, passa o ano todo congelada.

Se comparado à Antártica, parece pouca coisa. Mas em um planeta árido como Marte, isso é uma coisa bastante impressionante. A foto da cratera de Korolev foi tirada pelo Mars Express da agência espacial europeia ESA.

Science Alert

Outro registro impressionante foi o dessa cratera. Pelo fato de Marte não ter uma atmosfera que protege o planeta como a da Terra, várias rochas espaciais acabam caindo na superfície no planeta. Por isso, ela é cheia de crateras feitas por esse impacto.

Essa imagem é de uma cratera feita em algum momento entre setembro de 2016 e fevereiro de 2019. Na foto, as cores foram realçadas para que fosse possível ver a onda de impacto. Que é como a queda desse objeto que conseguiu empurrar a poeira da superfície, deixando a camada escura de baixo exposta.

A cratera tem cerca de 15 e 16 metros de largura. Então, o objeto que a causou deveria ter somente 1,5 metros de comprimento e deveria ser muito denso.

Science Alert

E claro que o pôr-do-sol sempre impressiona, ainda mais em outro planeta. Em Marte, quando o sol se põe, o céu fica azul. Isso acontece por causa das partículas na atmosfera. Em nosso planeta as partículas menores de gás na atmosfera dispersam a luz azul com uma eficiência maior, por isso o céu parece azul. E no nascer e pôr do sol, a luz tem que andar uma distância maior para conseguir atravessar a atmosfera da Terra e chegar em nossos olhos. Como só os comprimentos de onda vermelhos podem viajar tão longe, o céu fica em tons de amarelo, vermelho e laranja.

Já no Planeta Vermelho, o oposto acontece. A atmosfera de Marte é cheia de partículas de poeira bem menores do que as de gás da Terra. E por isso, o céu de Marte é amarronzado e o nascer e pôr do sol é azul.

Fonte: Bit mag, Science Alert

Imagens: Twitter, Science Alert, Galileu

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