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Novo tipo de tempestade foi identificado pelos cientistas

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Uma tempestade começa com uma separação entre nuvens. O fato é que a carga positiva carrega as nuvens mais altas e a carga negativa carrega as mais baixas. Isso faz com que na superfície da Terra também tenha carga positiva. Isso cria um campo elétrico entre as nuvens.

Depois, começam a aparecer os relâmpagos, que se iniciam quando elétrons nas nuvens passam de uma para outra ou mesmo da nuvem para a superfície terrestre. Isso ocasiona um grande barulho. A expansão do aquecimento do ar gerado pela descarga elétrica, o famoso trovão, é quem causa esse barulho.

Como resultado, é gerada uma descarga elétrica. Bom, assim se forma uma tempestade. Contudo, um novo tipo de condição climática foi observado. Ela existe principalmente em uma parte específica do mundo, onde existem piscinas compactas de movimento lento e ricas em umidade. Os pesquisadores estão chamando essa condição de lagos atmosféricos.

Tempestade

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Esse é um tipo único de tempestade que acontece no oeste do oceano índico e segue em direção à África. Ao contrário da maioria das tempestades, que são criadas por um vórtice, são concentrações de vapor de água densas o suficiente para produzir chuva, que criam esses lagos atmosféricos.

Ademais, eles se parecem com os rios atmosféricos, faixas estreitas de umidade densa. Contudo, esse novo tipo de fenômeno meteorológico é menor, mais lento e se destaca do sistema meteorológico que o cria.


“Esses corpos de vapor às vezes se deslocam para o oeste ao longo da costa leste da África, trazendo chuva para aquela área semi-árida. Em contraste com os ‘rios atmosféricos’ de vapor que carregam chuva, que são contíguos da fonte à costa em um instante, chamamos esses corpos d’água desconectados e à deriva de ‘lagos atmosféricos'”, explicou um resumo da pesquisa, apresentado no Encontro de Outono de 2021, da União Geofísica Americana.

Esse novo tipo de tempestade existe em uma região equatorial onde a velocidade do vento é frequentemente muito baixa ou insignificante. De acordo com uma análise de cinco anos de dados meteorológicos, esse tipo de tempestade que mais durou ficou 27 dias no ar.

Formação

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Durante esses cinco anos de pesquisa, descobriu-se 17 lagos atmosféricos com duração de mais de seis dias. Aparentemente, esses lagos também podem acontecer em outras regiões, além de poderem se transformar em ciclones tropicais.

Agora, uma equipe está sendo formada para fazer um estudo completo a respeito desse novo tipo de tempestade. Nesse ínterim, um dos pontos que se analisará é por que os lagos atmosféricos se destacam dos padrões rio-lago que os formam.

“Os ventos que carregam essas coisas para a costa são tão tentadores, delicadamente próximos de zero a velocidade do vento, que tudo pode afetá-los. É quando você precisa saber se eles se autopropelam ou se são movidos por alguns padrões de vento em escala muito maior, que podem mudar com a mudança climática”, disse um dos pesquisadores, o cientista atmosférico Brian Mapes, da Universidade de Miami.

Análises

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Ademais, esse ângulo da mudança climática é importante, visto que o aumento das temperaturas de alguma forma pode afetar na formação e no movimento dos lagos atmosféricos. Por sua vez, isso poderia ter um impacto nas chuvas que atingem a costa leste da África, onde elas são extremamente necessárias.

Portanto, o próximo passo é coletar mais dados e leituras mais localizadas e detalhadas.

“É um lugar que é seco em média, então quando esses lagos atmosféricos acontecem, eles são certamente muito importantes. Estou ansioso para aprender mais conhecimento local sobre eles, nesta área com uma história náutica venerável e fascinante, onde marinheiros observadores cunharam a palavra monção para padrões de vento e certamente notaram essas tempestades ocasionais também”, concluiu Mapes.

Fonte: Science Alert

Imagens: Science Alert, Olhar Digital

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