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O motivo pelo qual essas formigas guardam a cabeça de outras mortas vai te assustar

POR Diogo Quiareli    EM Mundo Animal      22/11/18 às 16h27

O reino animal é, às vezes, assustador e esconde diversos segredos. As formigas estão entre os seres mais estudados por causa do seu comportamento. Há 60 anos, cientistas observam a Formica archbold, uma espécie nativa da Flórida. Eles documentaram algo um tanto estranho. Os ninhos dessa espécie estão cheios de crânios e outras partes do corpo das outras formigas que morreram, principalmente de Odontomachus, ou formigas armadilhas. Isso tem intrigado os pesquisadores a ponto de levá-los a fazer diversos estudos a respeito. Os resultados de pesquisas recentes mostraram algo estranho.

Essas formigas que recolhem cadáveres são, na verdade, predadoras de outras espécies. Após matar, elas costumam carregar o corpo da seu vítima para o ninho. As cabeças não são comidas, então elas deixam por lá mesmo, após fazer o desmembramento. No entanto, essa não é a coisa mais interessante apontada nos estudos. Das 15 mil espécies de formigas existentes, poucas são especialistas em presas, como elas. A maior parte das formigas são generalistas quando se trata da sua alimentação. Encontrar cabeças decapitadas em um formigueiro desperta bastante curiosidade por parte dos estudiosos.

Não há interações registradas entre as duas espécies aqui descritas. No entanto, entomologistas levantaram a hipótese de que a Formica archbold seja de fato especialista em caçar e capturar formigas-armadilha. Essa é uma raridade dentro de sua subfamília, geralmente generalista. O mais peculiar sobre ir atrás das armadilhas é que essas formigas não são alvos fáceis. Elas costumam usar suas mandíbulas bastante resistentes e flexíveis para se defender. Elas até caçam suas presas dessa forma. Suas mandíbulas são tão fortes e rápidas que elas conseguem atacar até 41 vezes por segundo.

Alguns especialistas na Flórida ainda descobriram que as cabeças, antes de usadas para a "decoração" dos ninhos, são revestidas em uma camada de cera chamada de hidrocarboneto cuticular. Outras partes também, quando não comidas imediatamente, são enroladas nessa cera. Isso faz com que elas não ressequem com o tempo, podendo ser consumidas depois.

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Diogo Quiareli
Geminiano, 24 anos, goiano.
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