Curiosidades

O que é o fenômeno do halo solar?

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O céu de Pernambuco recebeu, na manhã desta quinta-feira, 13, a visita de um fenômeno curioso. Um arco-íris ao redor do sol ficou visível para as pessoas da região. Essa ação é conhecida como halo solar.

Responsável por chamar a atenção das pessoas, o halo solar é um fenômeno natural. Ele acontece quando a luz do Sol atravessa cristais de gelo presentes na atmosfera da Terra.

De acordo com informações da Agência Pernambucana de Água e Clima, o halo solar pode variar conforme o tipo e a variação dos cristais responsáveis por sua formação. A reflexão e a refração da luz nos cristais pode causar um efeito parecido com o do arco-íris.

Por que acontece?

Diego Barros/CNN Brasil

Chama-se de halo qualquer arco luminoso formado ao redor de uma fonte de luz. Ele pode ser formado ao redor do Sol e da Lua através da reflexão e refração da luz.

O halo solar ou lunar acontece na troposfera, camada mais baixa da atmosfera, com altitudes entre 17 km e 19 km na região do equador terrestre. Nesse local, a luz do Sol ou a luz refletida pela Lua é refratada e refletida por pequenos cristais hexagonais de gelo. Devido ao formato e orientação dos cristais de gelo, cria-se o fenômeno.

Já a coloração do arco-íris no halo acontece devido ao fenômeno de dispersão da luz, que entra nos cristais de gelo como luz policromática (branca) e, depois de apresentar duas refrações consecutivas (ar – gelo e gelo – ar), é refletida as sete cores.

Destaca-se que os cristais de gelo criam o prisma, e, quando a luz os atinge, uma parte é refletida, mas a sua maioria sofre refrações que provocam a dispersão da luz.

Visualização do halo solar

Luciano Neves

De acordo com Cleiton Batista, membro da coordenação do Observatório Astronômico da Sé, a visualização do fenômeno depende de onde a pessoa está. 

“Cada pessoa que está fazendo o registro tem uma visualização bastante pessoal. Se eu fotografar aqui da minha casa, não vou ter a mesma percepção de outra pessoa que está observando de outro lugar”, explica o especialista. Por causa disso, algumas pessoas enxergam a parte do halo mais escura que outras.

Ainda sobre a visualização, o especialista informa que é não recomendado olhar diretamente para o sol. “No caso do halo solar, se forma um grande círculo e você pode visualizar o arco que se forma sem problema”, afirmou. 

Cleiton Batista acrescenta que além da visão do olho nu, não é recomendado a utilização de filmes radiográficos usados ou negativos de foto, objetos que não protegem a retina do olho.

“Se você olhar direto para o sol, você pode ter danos sérios à retina, causar cegueira permanente. No Observatório, a gente faz observação do sol usando telescópio. Na abertura, colocamos um filtro específico que barra boa parte dos raios ultravioleta que são danosos ao olho e dá uma boa segurança para quem está observando”, complementa Cleiton.

Cleiton ainda acrescenta que a formação do halo é favorecida pela presença de nuvens cirrus na troposfera. “Costuma ser rápido e depende da conformidade das nuvens. Vai sumindo, vai desaparecendo. Ano passado, a gente teve algumas visualizações e pode ocorrer também com a visualização da lua.”

Fonte: Folha PE, Mundo Educação, CNN

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