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O que ocorre nos corpos das pessoas que morrem de frio

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Nos dias de inverno mais intenso existe uma onda de solidariedade para ajudar as pessoas em situação de rua. ONGs, entidades assistenciais e até mesmo pessoas menos engajadas em causas sociais se solidarizam para conseguir cobertores, agasalhos e sopas quentes, assim como algumas igrejas abrem suas portas e espalham colchões e mantas. Isso porque o frio intenso pode matar as pessoas que estão em situação de rua.

Ao ser exposto ao vento congelante, o corpo humano perde calor 25 vezes mais rápido se estiver úmido, de acordo com a Divisão de Medicina Térmica do Exército dos Estados Unidos. Bem como, estar molhado pela chuva, usar calça bastante úmida e os jatos de água disparados pela polícia (ação usada para expulsar pobres de locais onde não são bem-vindos), pode ajudar a diminuir a temperatura corporal. Com isso, surge o fenômeno da hipotermia, que pode trazer grave risco de vida.  

Morte por causa do frio

Foto: Reprodução

Primeiro é preciso destacar que não é uma noite de 5 ou 7 graus que mata as pessoas. Isso porque a hipotermia é provocada pela queda da temperatura corporal. Essa diminuição ocorre quando o humano não tem uma casa com teto e paredes para se proteger contra os ventos e a chuva. Também pode acontecer quando a pessoa não tem roupas adequadas para o frio, nem cobertores ou acesso a alimentos quentes.

A morte ocorre porque uma queda radical na temperatura do corpo impede que o cérebro e o coração funcionem corretamente. Assim, é importante relembrar que em uma situação normal, nosso corpo, para realizar suas funções metabólicas, funciona entre 36 e 37 graus.

Essa temperatura é regulada por uma região do cérebro chamada hipotálamo, responsável por nos fazer suar quando o corpo precisa esfriar e nos deixar tremendo quando é necessário manter calor no organismo. Como reações químicas dentro dos seres humanos dependem de calor para serem feitas, a diminuição da temperatura corporal provoca a exposição a um frio muito extremo que causa um desequilíbrio letal. 

Para exemplificar, quando o corpo chega a 35 °C, surgem os sintomas de hipotermia leve: calafrios, fraqueza e alguma confusão mental. Com uma temperatura inferior a isso fica mais preocupante. Aos 33 graus, a pessoa começa a sofrer de amnésia e aos 28 é possível perder a consciência. Isso porque a falta do calor impede a transmissão de impulsos do sistema nervoso central, o que faz o ser humano perder a sensibilidade.

Abaixo de 21 graus, é quando pode ocorrer a hipotermia profunda, e a morte se torna uma questão de tempo. Isso porque o coração está à beira da falência completa e pode parar a qualquer momento. 

Mecanismos de defesa

Foto: Joshua Lott/AFP

Se você não mora nos polos da Terra, não tenta escalar montanhas de picos gelados e nem está em situação de rua, morrer de frio não é algo que precise se preocupar. Isso porque temos mecanismos embutidos que nos ajudam a nos proteger das temperaturas baixas.

Por isso, quando um ar muito frio atinge seu rosto, o organismo move seu sangue para longe da pele e das extremidades do corpo. Apesar das mãos e pés ficarem gelados, os órgãos internos estão protegidos. Esse processo está ligado à contração dos músculos lisos dos vasos sanguíneos, que auxilia a limitar a quantidade de calor que você perde para o meio ambiente.

Também vale destacar que o corpo treme de frio porque esse movimento consegue ajudar na produção de calor.

Por causa disso, é comum ficar sabendo de pessoas que esquiaram na neve de bermuda ou atravessaram o Canal da Mancha, com águas que chegam facilmente a gelados 10 °C. Sabemos, então, que nosso corpo evoluiu para resistir ao frio, até certo ponto.

Fonte: Superinteressante

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