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Os humanos evoluíram para ficarem ativos mesmo na velhice

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A vida é feita de ciclos, disso, todos nós sabemos. O ciclo básico, que todos humanos seguem, é o seguinte: nascemos, crescemos e morremos. Porém, sabemos que a vida também é muito mais do que isso.

Consequentemente, o  envelhecimento é algo normal e inevitável. Com o tempo, nosso corpo vai decaindo, é natural da vida de qualquer ser vivo. Mas também sempre ouvimos que o nosso corpo é o nosso templo e, por isso, temos que cuidar bem dele.

Conforme o tempo vai passando e as pessoas vão ficando mais velhas, geralmente, elas diminuem os níveis de atividade física. Contudo, com essa inatividade, podem ser observados vários efeitos adversos para a saúde. Então, por que não se projetou o ser humano para que as pessoas mantivessem uma qualidade de vida boa à medida que, inevitavelmente, se diminui o ritmo de exercícios?

Estudo

Em um estudo recém publicado, os pesquisadores disseram que o motivo disso é que o ideal ao ser humano é não diminuir a atividade física conforme envelhece.

Eles começaram a descobrir processos benéficos que a atividade física ajuda a promover. Como, por exemplo, manter a pressão arterial mais baixa e diminuir a inflamação sistêmica. No entanto, ainda não está claro o motivo desses mecanismos deixarem de funcionar em mesmo grau na falta de atividade física, principalmente nas pessoas mais velhas.

No estudo, David E. Liberman, biólogo evolucionista de Harvard e o principal autor sobre o tema, usa uma abordagem evolucionária e se baseia em descobertas biomédicas anteriores para explicar o motivo da atividade física diminuir doenças e lesões e estender a longevidade.

Segundo os argumentos dos biólogos evolucionistas, uma vez que somente as gerações humanas recentes conseguiram se colocar de pé, a evolução não teve muito tempo para se ajustar.

Se manter ativo

Esse pensamento pode explicar o motivo de se observar os hábitos dos ancestrais humanos e permanecer fisicamente ativo conforme se envelhece. Contudo, não diz o porquê de os ancestrais permaneceram ativos por tantos anos depois de “aposentados”.

Os autores do estudo quebraram algumas das suposições que se tem a respeito dos humanos antigos quando apresentaram suas explicações evolutivas.

“Ao contrário da crença generalizada de que a expectativa de vida humana até recentemente era curta, os caçadores-coletores que sobrevivem à primeira infância tendem a viver em média sete décadas, aproximadamente 20 anos após a idade em que param de se reproduzir. E evidências fósseis indicam que estender a “lifespans” dos humanos era comum por 40.000 anos atrás”, escreveram os pesquisadores.

Pessoas

As pessoas mais velhas nos grupos sociais não foram somente selecionadas evolutivamente nos humanos porque podiam transmitir conhecimentos e habilidades importantes. Isso aconteceu porque eles também podiam buscar alimentos e contribuir com a comida para seus filhos e netos.

“Enquanto o número de passos diários que os americanos mais velhos dão diminui cerca de metade entre as idades de 40 e 70, as distâncias diárias de caminhada entre caçadores-coletores, como o Hadza, diminuem apenas modestamente com a idade”, pontuaram os autores.

Os autores refutaram a ideia de que os humanos da pré-história viviam curtos períodos de tempo e eram relativamente sedentários. Eles sugeriram que pode ter sido a alocação de recursos para a atividade física em detrimento de outros processos biológicos que poderiam de fato ter ajudado a prevenir o surgimento de certos problemas de saúde.

Hipótese

Além disso, uma outra hipótese proposta pelos pesquisadores sugere que a atividade física regular significava que os recursos energéticos eram alocados para a reparação e manutenção de tecidos e células que se degradam com o tempo. E como resultado, elas voltam mais fortes.

Vários estudos ao longo dos anos também mostraram o tempo adequado e recomendado de atividades físicas como sendo aproximadamente meia hora de exercício moderado por dia, ou uma hora de exercício intenso por semana. Ao fazer isso, as pessoas têm um menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipos 2, Alzheimer e vários tipos de câncer.

Embora se saiba disso, os níveis de atividade física estão caindo por conta da tecnologia, o que faz com que um número crescente de doenças relacionadas à saúde entre os idosos.

“O ponto principal é que, como evoluímos para sermos ativos ao longo de nossas vidas, nossos corpos precisam de atividade física para envelhecer bem. No passado, a atividade física diária era necessária para sobreviver. Mas hoje, temos que escolher praticar exercícios, ou seja, fazer atividade física voluntária em prol da saúde e da boa forma”, concluiu Liberman.

Fonte: https://www.sciencealert.com/humans-have-evolved-to-stay-active-even-in-old-age-new-hypothesis-claims

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