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Petrópolis: 50 anos depois, mulher morre como a avó, vítima das chuvas

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Na última terça-feira, a cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, foi notícia no país inteiro por conta das fortes chuvas que atingiram o local. Desde então, a prefeitura da cidade segue contabilizando as ocorrências por deslizamento, assim como o corpo de bombeiros segue procurando pessoas que estão soterradas ou em perigo. Dentre os casos da tragédia está o dessa mulher que morreu da mesma forma que sua avó, 50 anos depois.

A tragédia que marcou a família há 50 anos aconteceu quando Cecília Eler, de 55 anos, morreu por conta das fortes chuvas na região que fizeram sua casa desabar. Infelizmente, a tragédia se repetiu na mesma família quando Cecília Fiorese, de 40 anos, neta que foi batizada em homenagem a sua avó, também morreu soterrada depois da forte chuva atingir Petrópolis.

Tragédia

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Às 20 da terça-feira, o comerciante Alessandro de Araújo Dutra, de 47 anos, recebeu uma ligação de uma mulher procurando por Cecília, sua ex-mulher. Isso aconteceu porque, desde às 16h estava chovendo em Petrópolis e a mulher ainda estava em seu trabalho, uma clínica médica que fica na rua Teresa, uma das mais conhecidas do município. Assim, o prédio em que Cecília estava foi atingido por um deslizamento e desabou.

“Estávamos separados só no papel, porque éramos muito amigos. Eu fui o primeiro a chegar no local. A gente ainda teve um suspiro de esperança, porque, por volta das 23h, funcionários da clínica disseram que a chamaram e ela respondeu dizendo que estava com a perna presa e pediu por ajuda, mas não deu tempo”, disse Alessandro.

Mulher

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A mulher estava no novo emprego faziam somente 23 dias. Quando sua irmã, Camila Fioresi, soube do acidente, ela foi de Brasília para Petrópolis o mais rápido possível.

“A minha mãe perdeu a mãe dela que se chamava Cecília pelo mesmo motivo aqui em Petrópolis no temporal de 1972. A minha avó se chamava Cecília e morreu soterrada, a minha irmã se chamava Cecília e morreu soterrada”, lembrou a irmã.

“A minha vontade hoje é tirar toda a minha família daqui. Cada chuva, cada relâmpago, o medo bate. Parece que o mundo vai acabar. Isso daqui não é vida”, disse ela.

A mulher era mãe de um menino de seis anos. Ela faria 41 anos no dia 27 de março e estava muito feliz com o seu novo emprego.

“Era uma mulher maravilhosa, supermãe, excelente dona de casa, uma excelente mulher. Ela saiu para trabalhar às 7h e, quando foi por volta das 20h, recebemos a ligação. Eu perdi o amor da minha vida”, disse Alessandro.

Vida

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De acordo com Camila, o filho de Cecília estava com sua mãe, a avó do menino, que faz 72 anos semana que vem, no momento em que sobe que Cecília tinha falecido.

“Eu quero tirar minha mãe daqui. Ela perdeu a mãe e agora a filha, da mesma forma. Isso não é justo”, pontuou Camila,

A mulher foi uma das mais de 100 vítimas fatais que foram contabilizadas oficialmente até o momento nesse desastre provocado pelas chuvas em Petrópolis.

Fonte: UOL

Imagens: UOL, Metrópoles

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