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Pirarucu, o peixe monstro da Amazônia, é encontrado em rio da Flórida, EUA

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Fishermen hold a recenly catched arapaima, also known as pirarucu in the Western Amazon region near Volta do Bucho in the Ituxi Reserve on September 20, 2017. Arapaima can grow up to ten feet tall and weigh almost 200 kilograms, to preserve the species, fishing it is banned from December to March. / AFP PHOTO / CARL DE SOUZA / TO GO WITH AFP STORY by PAULA RAMON (Photo credit should read CARL DE SOUZA/AFP via Getty Images)

Animais que habitam apenas uma determinada região podem ser encontrados em outras partes do mundo? Bom, se pensarmos rapidamente na função dos zoológicos, sim, podem. Mas se eliminarmos essa hipótese, provavelmente, a resposta seria não, certo? Possivelmente, sim. No entanto, recentes acontecimentos mostram que a nossa linha de raciocínio não é tão correta assim.

Em uma recente reportagem, a CBS News revelou que a píton birmanesa, a iguana verde e o peixe-leão são, agora, espécies invasoras, as quais, acredite ou não, estabeleceram um habitat em uma região inimaginável: a Flórida.

Pirarucu

Além destas três espécies, a publicação da CBS News pontuou outra que jamais imaginaríamos que integraria o grupo: o pirarucu, um peixe natural das águas da Amazônia que pode chegar até 3 metros de comprimento. O aparecimento do pirarucu, bem como o das outras espécies, foi confirmado pela Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida.

Como todos sabem, o pirarucu é um dos maiores peixes predadores do mundo. Por ter uma estrutura exorbitante, provoca medo naqueles que ficam frente a frente com o animal pela primeira vez-Além do tamanho, outras características tornam o peixe amedrontador, como, por exemplo, suas escamas, as quais são consideradas impenetráveis ​​como uma armadura.

“Acho que é uma espécie legal”, disse Josh Constantine, que além de pescar nas águas do rio Caloosahatchee há mais de 20 anos é, há mais de uma década, guia no Caloosahatchee Cowboys Charters.

Para Constantine, o pirarucu pode ser comparado ao tarpão, um peixe grande e atlético nativo das águas da Flórida. A espécie em questão é uma das preferidas dos pescadores que praticam a pesca profissional.

Conforme expôs a reportagem da CBS News, tanto o tarpão quanto o pirarucu são capazes de saltar sobre a água para capturar suas presas, as quais incluem pequenos mamíferos, lagartos, pássaros e, claro, outros peixes.

Ecossistema

“Não consigo imaginar se a presença do animal seria algo positivo para o nosso ecossistema”, revelou Constantine à CBS News. A Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida acredita que a presença do pirarucu na região pode ser ameaçadora, principalmente por conta de seu apetite variado e voraz.

O órgão também se preocupa com a questão da reprodução. Caso se reproduza nas águas dos rios que cortam a Flórida, consequentemente, outras espécies serão ameaçadas. Até o momento, a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida não encontrou outros espécimes, o que deixa as autoridades mais tranquilas em relação à situação.

“Não há evidências de que o pirarucu conseguiu se reproduzir aqui na Flórida”, disse um porta-voz da comissão.

John Cassani, chefe da Calusa Waterkeeper, um grupo sem fins lucrativos dedicado a proteger os cursos de água na região, confirmou a declaração do porta-voz da comissão por e-mail. “Parece improvável, pois nenhum outro avistamento foi relatado”.

Sobrevivência

De acordo com a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida, os pirarucu preferem habitar à água fria. Caso se aventurem em águas com mais de 60 graus Celsiu, os espécimes podem morrer.

Katherine Galloway, bióloga da Nicholls State University, em Louisiana, e especialista em peixes-leão, acredita que pirarucu não teve tempo de se reproduzir, afinal, os períodos de liberação dos ovos ocorrem em fevereiro, março e abril.

Para a profissional, é mais fácil o peixe-leão estabelecer uma presença invasiva na Flórida, “pois as fêmeas podem produzir massas de ovos a cada quatro dias e podem liberar até dois milhões de ovos por ano”.

Mesmo tendo em vista as opiniões dos profissionais, os funcionários da Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida irão monitorar as águas dos rios que cortam a região nos próximos meses.

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