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Podem existir apenas 19 vaquitas na natureza

POR Cristyele Oliveira    EM Mundo Animal      05/08/19 às 15h12

Você, alguma vez, já ouviu falar sobre a vaquita? Não? Deve ser porque a vaquita é uma espécie rara de toninha endêmica, natural do norte do Golfo da Califórnia. Depois que o baji foi extinto da natureza, em 2006, a vaquita assumiu o posto de cetáceo mais raro e ameaçado do planeta. E quando dizemos isso, não é um exagero, a situação das vaquitas é realmente preocupante. Segundo um novo estudo, estima-se que possa haver menos de 19 vaquitas restantes na natureza. E isso pode significar o fim da espécie de boto.

Os pesquisadores já estão há algum tempo monitorado a atividade da espécie. Isso, a fim de estimar o número da população restante das vaquitas. Eles usaram avistamentos e registros desses animais para chegar a esse número. Como essas cetáceos usam cliques para ecolocalizar e se comunicar, o número de cliques registrados pelos sensores subaquáticos da equipe de cientistas, durante determinado período, foi usado para calcular as suas flutuações a cada ano. E esse resultado foi revertido em números populacionais.

População de vaquitas

Segundo o estudo, que foi publicado na revista científica Royal Society Open Science, a média de cliques registrados diariamente caiu 62,3% do ano de 2016 para 2017. De 2017 para 2018, essa queda foi ainda maior, chegando a 70,1%. Mais do que isso, os pesquisadores ainda afirmam, com 99% de certeza, que a população de vaquitas na natureza decaiu muito. Eles apontam para 98,6%, desde que o rastreamento começou, em 2011.

O estudo reúne um grande número de relatórios e dados coletados anteriormente. E ressalta o drástico declínio da população, mesmo que esse número seja uma estimativa. Em 2014, foi divulgado que o número de vaquitas na natureza caiu para menos de 100 pela primeira vez. Três anos depois, havia apenas 30 exemplares da espécie restantes. Em 2018, esse número caiu para 12. O último relatório, do começo desse ano, aponta para apenas 10 vaquitas restantes.

No entanto, os autores do estudo apontam que alguns desses dados podem sofrer influência e erros de amostragem. Eles estimam que, em 2015, ainda havia 100 vaquitas no mundo, 40 a mais do que reportado anteriormente.

Mas, independentemente disso, os números, mesmo com variações, apontam para um futuro trágico para a espécie. Se nenhuma providência for tomada a respeito, o menor cetáceo do mundo poderá seguir o caminho do golfinho do rio Yangtze ou o baji. Ambas as espécies foram extintas da natureza, há algum tempo.

As vaquitas 

A distribuição desses botos é considerada muito limitada, ficando presa somente a uma faixa na ponta norte do Golfo da Califórnia, próxima à região do México. Embora o governo mexicano tenha se esforçado para manter uma área de refúgio para as vaquitas, esses animais continuam a enfrentar várias ameaças. A principal delas é a pesca ilegal e, nesse caso, nem é porque esses cetáceos são valorizados no mercado. Mas sim porque compartilham um hábitat em comum com o peixe. E assim se acaba com uma espécie.

O estudo, no entanto, estima que existam menos de 19 vaquitas na natureza desde agosto de 2018, mas admite que esse número poderia ser ainda menor. Se considerarmos apenas os avistamentos desses animais, esse número poderia ser de apenas 6 exemplares. Mas ainda há um pingo de esperança. Em setembro do ano passado, pesquisadores encontraram duas vaquitas em boa saúde e grávidas. A notícia animada sugere que as vaquitas podem parir anualmente.

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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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