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Polícia resgata crianças que eram usadas em ritual religioso contra COVID-19

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Nesta sexta-feira, 16/04, a Polícia Civil e o Conselho Tutelar de Bragança, no Pará, resgataram três crianças que estavam constantemente sendo utilizadas por uma família em rituais religiosos. Os atos de fé ocorriam na comunidade de Vila do Treme, a 200 quilômetros de Belém.

De acordo com as informações que foram disponibilizadas em uma reportagem do portal de notícias G1, o resgate das vítimas ocorreu depois que inúmeras fotos e vídeos dos rituais tornaram-se virais nas redes sociais.

Os registros mostram claramente a presença de crianças em todos os atos religiosos que ocorriam na comunidade. Em alguns dos vídeos que foram publicados, é possível ver perfeitamente um grupo de indivíduos orando em volta das crianças, que choram e gritam desesperadamente.

No mesmo vídeo, é possível notar também que alguns dos presentes tentam impedir a ação, mas os que tentaram, de alguma, forma interromper o ritual acabaram sendo afastados pelo grupo que realizava o encontro religioso.

Conforme informou a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Pará, as crianças que apareceram nos registros, após serem resgatadas, foram encaminhadas para um abrigo. No local, as vítimas receberam todos os cuidados necessários.

De acordo com os veículos de imprensa que realizaram uma cobertura do caso, circulou-se nas redes sociais a informação de que o ritual estava sendo realizado com o intuito de colocar um fim na pandemia que atualmente assola o país. Para eliminar a presença do vírus no território brasileiro, duas crianças deveriam ser sacrificadas.

A Polícia Civil, até o momento, não confirmou a veracidade da informação. Os envolvidos no ritual tampouco se pronunciaram.

Segundo a reportagem publicada pelo G1, a Polícia Civil segue investigando o caso. Nos próximos dias, novos depoimentos serão coletados para apurar o caso. A Polícia Civil deve analisar ainda se há mais pessoas envolvidas no ato.

Crianças usadas em rituais

Ao redor do mundo, existem numerosos rituais que contam com a presença de crianças. Muitos desses atos religiosos podem representar um grave perigo. Há inúmeros relatos de crianças que foram enterradas até o pescoço para, por exemplo, não serem tocadas pelo mau-olhado. Há também quem, ao se apoiar cegamente na fé, jogam bebês de lugares altos para serem apanhados por um de seus entes queridos, garantindo, assim, a boa sorte.

Independente da religião, é preciso ter cuidado com certas práticas. Muitos desses atos religiosos, frutos de uma herança cultural, são, hoje, vistos como abuso infantil, afinal, a primazia da fé já não pode mais ser usada para justificar a violação dos direitos das crianças.

As atuais leis não toleram mais tal comportamento porque essas crianças não têm voz, não têm escolha e, muitas vezes, não estão cientes dos perigos que as assolam. Portanto, qualquer ato religioso que viole os direitos e a segurança das crianças é passível de ação.

Além disso, as atuais leis não foram instauradas somente para impedirem que essas crianças estivessem frente a frente com o perigo – apenas para alimentar uma vontade baseada em premissas religiosas -, mas também para não sofrerem danos psicológicos.

Conforme explica uma reportagem do portal Hindustantimes, fazer as crianças passarem por rituais perigosos ou degradantes pode ocasionar sérios problemas psíquicos. O argumento de que as crianças são participantes voluntários é ilusório.

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