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Poluição invisível do ar do campo pode ser tão tóxica quanto a da cidade

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Com o passar dos anos, o planeta vem sofrendo com o aumento da poluição e tanto os animais, quanto os homens, vêm enfrentando as consequências. As estatísticas da poluição são alarmantes. Nós podemos ver a poluição do ar, como se fosse uma neblina, sobre uma cidade. Por isso acreditamos que nas áreas rurais o ar parece ser mais limpo.

Entretanto, de acordo com descobertas feitas pelos pesquisadores, mesmo nas áreas rurais existem partículas insalubres flutuando na atmosfera. Portanto, o ar do campo pode não ser tão puro assim quanto se imagina.

Nesse ínterim, acredita-se que o material particulado fino com menos de 2,5 micrômetros de diâmetro (PM2,5) seja o maior causador de danos para a saúde humana. Isso porque esses poluentes são pequenos o suficiente para conseguirem penetrar nos pulmões e danificar as células e tecidos existentes por lá.

Poluição

Time

Por conta disso, a Organização Mundial da Saúde estabeleceu um limite de segurança para os níveis ambientais de PM2,5. Contudo, esse limite ignorou as nuances de produtos químicos intrinsecamente tóxicos.

Pesquisas sugerem que a massa de partículas finas que se respira pode ser menos importante para a saúde do que a sua composição química. Até porque, algumas partículas mais leves podem ser mais propensas a produzir espécies reativas de oxigênio. Como resultado, podem ter efeitos tóxicos na saúde humana.

Além disso, quando os pesquisadores fizeram a comparação da poluição do ar em três áreas urbanas e em uma área rural no centro-oeste, eles encontraram níveis parecidos de potencial oxidativo. Isso foi visto mesmo que a área rural tivesse uma massa de PM2,5 relativamente menor.

Desse modo, a atividade agrícola contribuiu com 12% da massa de PM2,5. Mesmo com uma porcentagem baixa, ela representa mais de 60% do potencial oxidativo celular da região. Já o potencial oxidativo da maioria das áreas urbanas foi menor que 54%.

“No geral, nosso estudo indica que as fontes que contribuem substancialmente para a massa de PM2,5 não são necessariamente igualmente importantes em termos de seus efeitos na saúde”, escreveram os pesquisadores.

Medição

Neo energia

Os pesquisadores disseram que as métricas de saúde para poluição do ar deveriam se basear mais no potencial tóxico de partículas finas do que em sua massa real.

Esse estudo se baseou nas amostras semanais de PM2,5 que foram recuperadas no verão e outono de 2018, e no inverno e primavera de 2019, de Chicago, Indianápolis e St Louis, e de uma área rural em Illinois.

Depois disso, os pesquisadores analisaram a composição, massa e potencial oxidativo dessas amostras. Como resultado, eles encontraram uma relação fraca entre a massa e a toxicidade do material particulado fino. Ademais, os produtos químicos mais leves nas áreas rurais eram bem mais propensos a produzir subprodutos insalubres.

Por exemplo, produtos como chumbo, alumínio, cobre e manganês, mostraram uma tendência de aumentar durante o inverno e o outono. Justamente essa sazonalidade sugeriu que vários dos produtos químicos potencialmente tóxicos vistos na zona rural de Illinois são provenientes da atividade agrícola.

“Apesar de uma pequena contribuição para a massa de PM2,5, os riscos para a saúde das atividades agrícolas não podem ser ignorados. Também não podemos ignorar outras formas mais leves de partículas finas”, ressaltam os pesquisadores.

Um estudo feito em Pequim, em 2019, descobriu que as emissões de carros contribuíam somente com 10% da massa de PM2,5 da região. Porém, eles foram responsáveis ​​por mais da metade de todos os potenciais tóxicos medidos no ar.

Portanto, todos esses estudos mostram que a maneira como se está medindo a poluição do ar não é a melhor forma, além de ser falha, já que não captura toda a extensão dos danos.

Fonte: Science Alert

Imagens: Time, Neo energia

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