É comprovado cientificamente que a prática de exercícios prolonga a vida e aumenta a qualidade de dela. E mesmo com a correria do dia a dia, é importante encontrar um tempo para praticar alguma atividade. É tudo questão de hábito. No começo, não será uma tarefa fácil, mas com o tempo, você pega o jeito e uma vez que se torna parte da sua rotina, você já não conseguirá mais viver sem a sua dose diária de exercício.

Quando  você consegue conciliar a prática de exercícios físicos com sua rotina, é importante saber que tem algumas ressalvas e cuidados que precisam ser tomados.

Todos nós já ouvimos a frase “no pain, no gain”, que traduzida quer dizer “sem dor, sem ganho” se referindo às dores musculares depois de se fazer exercícios. Mas essa relação intriga muitos estudiosos.

Tanto que o fisiologista  autor, Lyle McDonald, passou mais de uma década tentando juntar a investigação científica, a nutrição esportiva, perda de gordura e crescimento muscular.

E recentemente ele escreveu sobre a dor muscular tardia (DMT), que é um tipo de mialgia, e o crescimento muscular. A opinião de Lyle é clara e ele diz que a dor não tem nada a ver com um treino bem sucedido.

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DMT

A dor muscular tardia (DMT) é aquela dor muscular que acontece  depois do treinamento. Ela é vista com mais frequência nos iniciantes de práticas físicas e também vista depois de treinamentos excêntricos de vários tipos.

“Por excêntrico quero dizer contrações alongadas, como quando seus músculos estão alongando sob o peso de cargas. Abaixar um peso que você acabou de levantar é um tipo, mas existem outros”, explicou.

Geralmente, a DMT não acontece até 24 horas depois do treinamento. E o pico dela é 36 horas depois. Algumas pessoas ainda acreditam que a causa dessa dor é o ácido láctico. Mas, na verdade, qualquer ácido produzido durante o exercício se dissipa aproximadamente 30 minutos depois do treino.

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Isso é sabido desde o começo dos anos 1990. O que faz com que seja surpreendente que existam pessoas que ainda se apegam a essa ideia antiga e errada.

No pain, Yes gain

Alguns estudos descobriram que a DMT parecia estar associada a um certo dano ao músculo. E o treinamento excêntrico é conhecido por causar algum grau de lesão muscular e também crescimento. Por isso que sempre ficou intrínseco que “ficar forte” estava relacionado com a dor muscular. Mas esse pode não ser o caso.

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Nos últimos anos, o conceito de DMT vem sendo mudado para mais uma “remodelação” do que lesão. E a noção de que a dor muscular pode estar relacionada com a remodelação de um músculo parece ainda implicar na resposta de crescimento.

Entretanto, algumas observações parecem mostrar que a DMT não tem nada a ver com o progresso, ou falta dele, de alguém na academia. Essa dor, normalmente, é pior quando se começa um novo ciclo de exercícios. E o crescimento muscular geralmente será visto ao final desse ciclo, quando a dor já não se faz tão presente.

Além do mais, as pessoas que treinam raramente sempre apresentam dores, mas não crescem muitos músculos. Em oposição aquelas que treinam com frequência e tem menos DMT e mais crescimento muscular.

Então, por mais que algum grau de lesão do músculo ou inflamação possa ser necessário para estimular uma remodelação e crescimento, isso não é sempre associado com DMT. Ou seja, não é necessário sentir dor para crescer os músculos.

Publicado em: 25/09/20 13h28