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Quantos anos você tinha quando o pão parou de ser vendido por unidade?

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“Um pão, dois pães, três pães… Vai dar 80 centavos”. Até a metade da década de 2000, os padeiros cobravam esse alimento básico do brasileiro com base na quantidade de unidades que o cliente levava. Isso mudou em 2006, porém, nem todo mundo da Geração Z lembra dessa transição.

Logo, um debate se instalou em um tweet da ciberativista Carolline Sardá, a qual contou o espanto que teve quando seu namorado (mais velho que ela) disse sentir saudade de quando se vendia o pão por unidade. “A gente falava sobre como o pão está caro e ele disse sentir saudades de quando ia à padaria com R$ 2,50 e voltava com 10 pães para casa”, disse ela em entrevista para o UOL.

Fonte: Estúdio C

Millenials x Geração Z: A briga continua

A princípio, o que era para ser um relato de um assunto que rolou no café da manhã com o namorado, tornou-se um campo de batalha no perfil de Carol. De um lado, estavam pessoas da Geração Z (nascimento entre 1996 e 2012) surpresas com a notícia de que nem sempre o pão se vendeu por quilo. Do outro, estão os Millenials (1980-1996), indignados pelo fato da Geração Z não se lembrar dessa fase.

Dentro do primeiro grupo, está Carol, que revela um pouco do teor do debate que se instalou no tweet dela. “Tem gente que acha que está muito velha por eu não me lembrar dessa transição, que rolou quando eu tinha 9 anos”, conta a ciberativista.

De acordo com a influenciadora, seu namorado, Guilherme Romero, que nasceu em 1995, fez parte de uma geração que ia para as padarias quando criança. Logo, quando ele já tinha uma consciência de preços e medidas, aconteceu a mudança no sistema de cobrança do pão, o que lhe permitiu guardar essa informação.

Fonte:Pixabay

No entanto, os internautas apresentaram situações que mostram que a venda por unidade ainda não cessou por completo. Uma das usuárias do Twitter relata bem esse caso: “Na minha cidade está 0,75 centavos a unidade, praticamente não comemos mais pão em casa, substituímos por tapioca, bolacha cream cracker e torrada pq sai mais em conta”.

Apesar de ainda existirem estabelecimentos com essa prática, ela é proibida pelo Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor). Dessa forma, se a fiscalização flagrar essa cobrança por unidade, o órgão pode aplicar uma multa com potencial de chegar a 100 mil reais. Isso é uma regra explícita para para empreendimentos físicos, porém, o Inmetro ainda não estabeleceu uma diretriz para lojas online.

Mas por que mudou?

Em síntese, a mudança de 2006 aconteceu porque algumas padarias trapaceavam na hora de pesar o pão. Afinal, elas precisavam seguir uma portaria do Inmetro de 1997 que, de forma resumida, dizia o seguinte. “O pão francês, ou de sal, deverá ser comercializado a peso ou em unidades de peso nominal definido” (Art. 1º / Portaria nº 003 de 10 de abril de 1997).

Nesse sentido, um dos pesos nominais era de 50 g. Sendo assim, alguns padeiros fermentavam o pão até bater esse peso e vendiam por unidade. Todavia, o cliente não estava levando realmente 50 g, já que parte daquilo era uma massa oca.

Fonte: Folha Imagens

Portanto, em 2006, veio a regra padronizadora que extinguiu a margem para esse tipo de trapaça. A partir deste ano, o Inmetro definiu que o pão só podia ser vendido por quilo. A decisão veio após uma consulta pública da instituição, a qual durou dois meses e recebeu 70,3% das opiniões a favor do fim da venda por unidade.

Conforme lembra uma das interações com o tweet de Carolline, essa alteração na cobrança não foi um processo suave, mesmo tendo aprovação popular. “Isso foi um caos, igual a transição de 5ª Série pra 6° Ano kkkk”.

Fonte: UOL.

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