Quarta onda de calor vai durar mais do que o previsto

Com o passar dos anos, a temperatura média de todo o mundo tem sofrido altas terríveis. Isso pode ser visto com as fortes ondas de calor que atingiram várias regiões do mundo em 2023. E ao contrário do que muitas pessoas pensaram, essas ondas não acabaram.

Um exemplo disso é a quarta onda de calor de 2024, que, de acordo com o Climatempo, deve ser sentida até o dia 10 de maio. Ela será estendida porque, inicialmente, estava prevista para acabar nessa semana.

As temperaturas altas atingem principalmente o Centro-Sul do país. Nos próximos dias, esses estados devem registrar temperaturas 5ºC acima da média. São eles: Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais (região sul), Mato Grosso do Sul, Goiás (região sul) e Mato Grosso (região sul).

Essa onda de calor acontece por causa de uma área de alta pressão que impede que as frentes frias avancem para as regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Consequentemente, o calor mantém o ar seco e quente, o que faz com que as temperaturas fiquem mais altas.

Até o dia 10 de maio, nosso país pode enfrentar dois picos de calor. Neles, as temperaturas podem ficar até 7ºC acima da média em determinadas regiões. Segundo Maria Clara Sassaki, meteorologista, o estimado é que o primeiro pico aconteça nessa semana, tendo seu foco nas  regiões Sul e Sudeste. Enquanto o segundo irá acontecer no final da próxima semana em vários estados do Sul e Centro-Oeste.

Ondas e picos de calor

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Veja as temperaturas estimadas para algumas regiões do país.

Capitais Terça-feira (30) Quarta-feira (1º) Quinta-feira (02)
Aracaju (SE) 25ºC (mín.) e 30ºC (máx.) 24ºC (mín.) e 29ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 31ºC (máx.)
Belém (PA) 24ºC (mín.) e 33ºC (máx.) 23ºC (mín.) e 33ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 29ºC (máx.)
Belo Horizonte (MG) 18ºC (mín.) e 30ºC (máx.) 16ºC (mín.) e 30ºC (máx.) 17ºC (mín.) e 30ºC (máx.)
Boa Vista (RR) 24ºC (mín.) e 37ºC (máx.) 23ºC (mín.) e 36ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 37ºC (máx.)
Brasília (DF) 17ºC (mín.) e 30ºC (máx.) 17ºC (mín.) e 29ºC (máx.) 17ºC (mín.) e 29ºC (máx.)
Campo Grande (MS) 24ºC (mín.) e 35ºC (máx.) 24ºC (mín.) e 35ºC (máx.) 24ºC (mín.) e 35ºC (máx.)
Cuiabá (MT) 27ºC (mín.) e 37ºC (máx.) 27ºC (mín.) e 37ºC (máx.) 27ºC (mín.) e 38ºC (máx.)
Curitiba (PR) 18ºC (mín.) e 31ºC (máx.) 19ºC (mín.) e 32ºC (máx.) 18ºC (mín.) e 31ºC (máx.)
Florianópolis (SC) 22ºC (mín.) e 30ºC (máx.) 23ºC (mín.) e 31ºC (máx.) 21ºC (mín.) e 29ºC (máx.)
Fortaleza (CE) 25ºC (mín.) e 33ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 32ºC (máx.) 26ºC (mín.) e 30ºC (máx.)
Goiânia (GO) 20ºC (mín.) e 34ºC (máx.) 20ºC (mín.) e 34ºC (máx.) 20ºC (mín.) e 34ºC (máx.)
João Pessoa (PB) 25ºC (mín.) e 31ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 30ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 30ºC (máx.)
Macapá (AP) 24ºC (mín.) e 32ºC (máx.) 24ºC (mín.) e 32ºC (máx.) 24ºC (mín.) e 29ºC (máx.)
Maceió (AL) 25ºC (mín.) e 30ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 30ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 30ºC (máx.)
Manaus (AM) 24ºC (mín.) e 33ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 30ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 32ºC (máx.)
Natal (RN) 25ºC (mín.) e 30ºC (máx.) 24ºC (mín.) e 28ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 30ºC (máx.)
Palmas (TO) 24ºC (mín.) e 34ºC (máx.) 24ºC (mín.) e 34ºC (máx.) 24ºC (mín.) e 34ºC (máx.)
Porto Alegre (RS) 21ºC (mín.) e 25ºC (máx.) 22ºC (mín.) e 24ºC (máx.) 22ºC (mín.) e 24ºC (máx.)
Porto Velho (RO) 24ºC (mín.) e 33ºC (máx.) 24ºC (mín.) e 34ºC (máx.) 24ºC (mín.) e 34ºC (máx.)
Recife (PE) 25ºC (mín.) e 30ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 33ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 30ºC (máx.)
Rio Branco (AC) 24ºC (mín.) e 32ºC (máx.) 24ºC (mín.) e 32ºC (máx.) 24ºC (mín.) e 33ºC (máx.)
Rio de Janeiro (RJ) 23ºC (mín.) e 33ºC (máx.) 23ºC (mín.) e 34ºC (máx.) 24ºC (mín.) e 36ºC (máx.)
Salvador (BA) 25ºC (mín.) e 29ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 29ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 31ºC (máx.)
São Luís (MA) 24ºC (mín.) e 32ºC (máx.) 24ºC (mín.) e 31ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 29ºC (máx.)
São Paulo (SP) 21ºC (mín.) e 31ºC (máx.) 21ºC (mín.) e 32ºC (máx.) 20ºC (mín.) e 33ºC (máx.)
Teresina (PI) 24ºC (mín.) e 30ºC (máx.) 24ºC (mín.) e 33ºC (máx.) 25ºC (mín.) e 32ºC (máx.)
Vitória (ES) 23ºC (mín.) e 29ºC (máx.) 22ºC (mín.) e 30ºC (máx.) 23ºC (mín.) e 32ºC (máx.)

Mais duradouras

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Por conta das mudanças climáticas, as ondas de calor gigantes estão se espalhando pelo mundo durante mais tempo, o que leva temperaturas mais altas para áreas maiores. Isso foi mostrado em um novo estudo publicado na revista Science Advances.

Conforme o estudo, as ondas de calor globais estão se movendo 20% mais lentas desde 1979. Isso quer dizer que mais pessoas estão sendo impactadas pelo calor durante mais tempo.

Para se ter uma ideia, entre 1979 e 1983, a média de duração das ondas de calor globais era de oito dias. Contudo, entre 2016 e 2020, essa média foi para 12 dias. Além disso, a frequência com que elas acontecem também subiu para 67%.

Outra descoberta do estudo foi que as temperaturas nas ondas são mais altas do que 40 anos atrás e a área afetada por elas ficou maior.

Mesmo que outros estudos já tenham mostrado que as ondas de calor pioraram com o passar do tempo, segundo Wei Zhang, da Universidade Estadual de Utah, e Gabriel Lau, da Universidade de Princeton, coautores e cientistas climáticos, esse estudo mostrou quanto tempo esse calor dura e como ele está se propagando nos continentes.

O estudo mostrou que a Eurásia foi atingida por ondas mais duradouras, da mesma forma que a América do Norte e Austrália. “Essas ondas de calor estão viajando cada vez mais devagar e podem permanecer por mais tempo na mesma região”, disse Zhang.

Para fazer o estudo, os pesquisadores usaram simulações de computador que mostravam que a mudança foi impulsionada pelas emissões de calor provocadas pela queima de carvão, petróleo e gás natural. Dentre as simulações, eles fizeram uma de um mundo sem emissões de gases de efeito estufa. Como resultado, eles viram que o agravamento visto nas últimas décadas não seria observado.

O estudo também fez a análise das mudanças nos padrões climáticos que propagam as ondas de calor. Nesse ponto, a conclusão foi que as ondas atmosféricas que movem os sistemas climáticos também estão enfraquecendo. Por conta disso que essas ondas não estão se movendo de forma tão rápida.

“Uma das consequências diretas do aquecimento global é o aumento das ondas de calor. Esses resultados colocam um grande ponto de exclamação nesse fato”, acrescentou Jennifer Francis, cientista do Woodwell Climate Research Center.

Fonte: Olhar digital

Imagens: Olhar digital

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