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Relatórios mostram que duas cepas de gripe humana podem ter sido extintas

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A pandemia do coronavírus deixou e ainda está deixando todas as pessoas bastante assustadas e surpresas. Vivemos essa realidade há mais de um ano e, por causa de sua intensidade e capacidade de matar, o mundo todo está passando por uma situação bastante delicada. E está em estado de alerta.

Governos tomaram medidas, para proteger seus cidadãos e evitar um contágio ainda maior. O isolamento foi uma delas. E talvez por conta disso, alguns tipos de vírus da gripe acabaram sendo extintos.

Gripe

Nesse período de pandemia, os casos de gripe caíram para níveis históricos. Os especialistas atribuem esse fenômeno ao fato do uso de máscara e as outras precauções que são tomadas para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.

E esses dois tipos de gripe não apareceram no radar de ninguém há um ano. De acordo com o STAT, isso quer dizer que não houveram casos relatados desses vírus em qualquer lugar do mundo.

Os especialistas ainda não sabem se esses tipos de gripe foram realmente extintas. Mas se esse for o caso, as autoridades poderiam ter uma facilidade maior em escolher as cepas do vírus da gripe que são incluídas nas vacinas sazonais contra esta doença.

Cepas

Para entender quais os vírus que podem ter sido extintos é preciso compreender como os vírus da gripe são classificados. A gripe sazonal é causada por duas famílias de vírus: a influenza A e a B.

Os  vírus da influenza A são divididos em subtipos baseados em duas proteína na sua superfície. Essas proteínas são conhecidas como hemaglutinina (H) e neuraminidase (N). Segundo os Centros de Controle de Doenças e Prevenção (CDC), atualmente circulam o H1N1 e  H3N2 entre as pessoas. E cada um desses subtipos é subdividido em “clados”.

Já os vírus de influenza B não têm subtipos ou clados. Mas são divididos em duas linhagens, conhecidas como  B / Yamagata e B / Victoria.

Os que não foram detectados desde março de 2020 foram: o clado de H3N2, conhecido como 3c3.A, e a linhagem B / Yamagata.

“Eu acho que tem uma chance decente de ter desaparecido. Mas o mundo é um lugar grande”, disse Trevor Bedford, biólogo computacional do Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle.

“Só porque ninguém viu não significa que desapareceu completamente, certo? Mas poderia ter desaparecido”, disse Florian Krammer, virologista da Icahn School of Medicine Mount Sinai em Nova York.

Diminuição

Essa diversidade diminuída nos vírus da gripe seria uma coisa boa. Até porque, todos os anos os cientistas observam quais são as cepas de vírus que estão circulando no mundo meses antes do começo da temporada de gripe. Eles fazem isso para prever quais cepas provavelmente vão ser mais comuns durante a próxima temporada.

E tendo uma menor biodiversidade, isso significa que os cientistas terão um pool menor de vírus para escolher. Isso dará uma maior chance de que as cepas da vacina correspondam às que estão circulando.

“Os vírus H3N2 são um grupo particularmente diverso e, antes da pandemia de COVID-19, seus clados pareciam estar se tornando mais diversos geneticamente a cada ano. Portanto, uma queda na diversidade para este subtipo seria uma grande coisa”, disse Richard Webby, diretor do Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde para Estudos sobre Ecologia da Gripe em Animais e Aves.

“Até que ponto ele muda e por quanto tempo ele permanece alterado são os grandes pontos de interrogação. Mas nunca vimos isso antes”, concluiu Webby.

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