
Em um tempo não muito distante, interpretar alguém no Universo Cinematográfico Marvel (MCU) era o sonho de vários atores, visto que isso era uma chance de colocar suas carreiras em outro patamar. Contudo, o auge da popularidade Marvel nos cinemas acabou alguns anos atrás. Mas isso não quer dizer que alguns filmes ainda não sejam esperados ou amados por quem os faz. Como no caso de Ryan Reynolds que disse ter ficado deprimido e triste no fim das filmagens de “Deadpool & Wolverine“.
O ator, que interpreta Deadpool, falou sobre seus sentimentos em uma entrevista para a agência internacional de notícias Press Association. “O Deadpool é um daqueles personagens muito imprevisíveis. Não sei se diz respeito a isso, mas nunca estive mais livre do que quando estou vivendo ele, em qualquer outra situação no mundo”, disse ele celebrando seu personagem.
Depois disso ele falou sobre sua tristeza pelo fim das filmagens de “Deadpool & Wolverine”. “Eu reconheço como esse é um ar muito raro de ser respirado. E no nosso último dia de filmagem, não sei se já havia me sentido mais triste e deprimido deixando o set de um filme”, pontuou.
Esse longa é a continuação dos dois primeiros do herói e marca a estreia dos dois protagonistas da produção no Universo Cinematográfico Marvel. Isso porque eles estavam no catálogo dos estúdios da Fox, adquiridos pela Disney em 2017.
Além disso, “Deadpool & Wolverine” também é a volta de Hugh Jackman na pele do seu personagem icônico. A primeira vez que ele deu vida ao herói foi em “X-Men”, em 2000, e teve sua despedida em “Logan”, de 2017. Contudo, felizmente, Reynolds o convenceu a voltar a dar vida ao mutante.
Mesmo que Reynolds tenha ficado triste com o fim das filmagens de “Deadpool & Wolverine”, os fãs podem ficar alegres porque o longa será lançado no dia 26 de julho.
A tristeza de Reynolds com o fim das filmagens de “Deadpool & Wolverine” e a liberdade que ele disse sentir interpretando o herói não tiram a pressão que o longa tem com a Marvel. Isso porque depois do ápice que o estúdio construiu em “Vingadores: Ultimato”, em 2019, o público parece ter um interesse menor com todo o MCU.
Mesmo com essa situação, Louis D’Esposito, presidente-adjunto da Marvel, disse que vê pontos positivos no meio desse cenário catastrófico que também se estende para fora do cinema com o público não recebendo tão bem as séries que o estúdio tem feito para o streaming.
“Se ficássemos no topo o tempo todo, isso seria a pior coisa que poderia acontecer para nós. Fomos atingidos e voltaremos mais fortes”, disse ele.
Com isso em mente, uma decisão dos executivos do estúdio foi desacelerar o cronograma de lançamentos, que era totalmente insano. “Talvez, quando fazemos muita coisa, acabamos nos diluindo. Não faremos mais isso. Aprendemos a lição. Talvez dois ou três filmes por ano e uma ou duas séries, em vez de fazer quatro filmes e quatro séries”, explicou D’Esposito.
A grande aposta da Marvel esse ano é o filme “Deadpool & Wolverine”, que marca o retorno de Hugh Jackman ao seu papel mais conhecido. Além disso, o filme é a estreia dos X-Men no MCU, porque anteriormente eles só apareciam em projetos que a Fox produzia.
Segundo Kevin Feige, presidente da Marvel, as expectativas para esse filme estão altas, já que ele tem a missão de salvar o ano do estúdio. “É bom poder me dedicar a apenas um projeto este ano. Me sinto muito mais confortável sendo o azarão. Prefiro a surpresa, exceder as expectativas. Parece que o ano passado, que não foi o ideal, nos levou a esse cenário”, disse ele.
“Você precisa estar vivendo em outro planeta para não saber que os últimos filmes da Marvel falharam em chamar a atenção da mesma forma que muitos outros conseguiram. Nos juntamos em um período interessante e estamos fazendo algo diferente. Se isso terá proporções gigantescas, o tempo dirá”, acrescentou Shawn Levy, diretor do filme.
Fonte: Revista Monet
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