Suicídio entre idosos cresce e alerta passa despercebido

O grito que quase ninguém escuta

Enquanto a gente vê campanhas por todo lado falando sobre saúde mental de jovens, um outro grupo que também sofre acaba ficando na sombra. Acontece que o suicídio entre idosos, especialmente acima dos 55 anos, anda crescendo, e está quase sempre fora do radar.

E o pior: muita gente acha que tristeza na velhice é “normal”. Spoiler: não é.

Os números não mentem

Dados mostram que, nas últimas duas décadas, o suicídio tem aumentado de forma consistente entre quem tem mais de 55 anos. Isso não é teoria da conspiração, é a realidade, confirmada por pesquisadores como Mark Salzer, da Temple University.

E entre os homens com mais de 75 anos a situação é alarmante: nos EUA, a taxa chega a 38,2 mortes por 100 mil entre quem tem entre 75 e 84 anos, e sobe para 55,7 por 100 mil entre os que têm mais de 85.

Por que os homens são mais vulneráveis?

  • Identidade ligada ao trabalho: aposentar, precisar de ajuda, depender de outros… para muitos homens, é como perder o chão.
  • Solidão e silêncio: sem redes de apoio, muitos se isolam. E quem não fala o que sente dificilmente recebe ajuda.
  • Métodos mais letais: quando usam armas de fogo, as tentativas quase sempre resultam em morte, é por isso que, mesmo com tentativas parecidas entre gêneros, homens acabam sendo a maioria.

A depressão não faz parte da idade

Tem gente que ainda acha que “idade traz tristeza”. Mas especialistas dizem que isso é um erro, e perigoso. A depressão não é reflexo da velhice, e precisa ser tratada.

No Brasil, a sombra cresce também

O Brasil, com sua população envelhecendo rápido, precisa cuidar disso com urgência. Segundo o Censo de 2022, a quantidade de pessoas com mais de 65 anos saltou de 7,4% para 10,9% da população em apenas 12 anos. Com mais idosos, se não aumentarmos o cuidado com a saúde mental e quebrarmos mitos, o risco continua crescendo…

O Setembro Amarelo é importante, mas precisa incluir os idosos. Esqueçamos a ideia de que ficar triste é “comportamento normal da velhice”. É hora de acolher, ouvir e agir. Afinal, quem envelhece merece cuidado e, mais do que isso, respeito e esperança.

Fonte: G1

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