Um novo combustível é a esperança do século XXI, superior ao hidrogênio convencional e produzido economicamente a partir de metano

Com a poluição, contaminação e demais destruições que o homem fez no planeta ao longo dos anos, a qualidade de vida que temos no mundo foi se modificando. Um fator seriamente atingido, e que pode ser mais afetado ainda se o ritmo continuar, é o fornecimento de energia e a forma como a conseguimos. Nessa transição energética, o hidrogênio tem sido um protagonista. Contudo, existem um novo combustível turquesa que pode tirar esse protagonismo.

Esse novo combustível turquesa é um metal líquido produzido debaixo da terra. No caso do hidrogênio, de maneira geral, ele é um combustível limpo, até porque quando uma célula de combustível o consome, o único produto gerado é água. Além disso, ele pode ser usado para armazenar, transportar e fornecer energia. E pode ser gerado a partir de gás natural, energia nuclear, biomassa, energia eólica e energia fotovoltaica.

Tudo isso faz com que o chamado H combustível seja bastante atraente para ser usado em várias situações, como no transporte e para gerar eletricidade. E dependendo de como ele é obtido, cada tipo é determinado através de cores conforme o grau de sustentabilidade que ele tem.

Novo combustível

No caso do novo combustível, ele é o hidrogênio turquesa, considerado por alguns como sendo melhor do que o hidrogênio. Por conta disso a Ebara, uma fabricante japonês de maquinário industrial, está trabalhando em um sistema novo para conseguir gerar o hidrogênio turquesa. O plano da fabricante é que até 2026 ela consiga comercializar esse novo combustível junto com o embalo da descarbonização.

No caso do hidrogênio, a maior parte dele é extraído de combustível fóssil por um processo bem intensivo em carbono. Enquanto que o hidrogênio turquesa é obtido através do metano visto no gás natural e biogás.

O “nascimento” desse hidrogênio turquesa é chamado de pirólise, que acontece quando o carbono gerado se encontra no estado sólido, o que quer dizer que ele não é liberado na atmosfera.

Quem encomendou a iniciativa para a produção desse novo combustível foi a Organização de Desenvolvimento de Novas Energias e Tecnologias Industriais, apoiada pelo governo do Japão. Atualmente, o sistema acaba extraindo hidrogênio e carbono do mesmo reator. O que a Ebara pretende fazer é extraí-los de forma separada, para conseguir tipos de carbono sólido diferentes sem prejudicar a geração do hidrogênio.

Isso é importante porque o carbono sólido pode ser usado para várias coisas. Por exemplo, sendo o  negro de fumo para fazer os pneus mais fortes, ou ser fibras de carbono para veículos e aviões, entre outros usos.

“Estamos considerando a possibilidade de nos associarmos com fabricantes de carbono, já que nosso objetivo é começar a vender carbono sólido de alta qualidade”, disse Shinya Yoshihama, responsável pelo marketing da Ebara.

Fonte: Click petróleo e gás

Imagens: YouTube

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