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Usar a central multimídia ao dirigir é mais perigoso do que parece

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Uma das coisas que as pessoas mais aguardam é a chegada da maioridade para que assim, finalmente, possam tirar a sua carta de habilitação. Esse documento dá a liberdade de dirigir para qualquer lugar sem se preocupar com a fiscalização, desde que não esteja infringindo qualquer lei.

Por mais que seja o sonho de muitas pessoas dirigir não é uma tarefa simples. Quando se está na frente de um volante a atenção tem que ser a máxima possível. Até porque vidas podem estar em jogo.

De acordo com o Instituto de Segurança Viária Americano (NHTSA), a distração é responsável por 80% dos acidentes de trânsito. Dentro desse quesito distração ao volante pode ser colocado situações como: o motorista estar alcoolizado, sonolento, usando celular ou até mesmo mexendo na central multimídia.

Embora essas novas tecnologias que estão sendo colocadas nos automóveis sejam desenvolvidas priorizando a segurança, os sistemas de espalhamento dos celulares que estão cada vez mais comuns nos carros, também oferecem o seu risco de distração. E esse risco não é uma coisa que pode ser ignorada.

Estudo

De acordo com um novo estudo britânico feito pela Organização de Segurança Rodoviária (IAM RoadSmart) em nome da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), usar esses sistemas operacionais de celulares a bordo, seja Android Auto ou Apple CarPlay, pode prejudicar o tempo de reação do motorista. Essa interferência no tempo de reação é a mesma causada pela ingestão de álcool ou então mandar mensagem enquanto dirige.

As centrais multimídia acabam distraindo o condutor, que deixa de olhar para a estrada por até 16 segundos, como mostra o estudo. Isso diminui em até 50% o tempo necessário para reagir a uma situação de emergência no tráfego.

“O tempo médio de reação de um condutor sadio e atento é de normalmente 0,75 segundo, portanto deixar de olhar para a via por 16 segundos coloca o motorista em uma situação iminente de um acidente”, disse Dirceu Rodrigues Alves Junior, diretor da Abramet, Associação Brasileira de Medicina de Tráfego.

Na visão dele, no trânsito não existe acidente como uma coisa inesperada. Mas sim, comportamentos inseguros que levam esses acidentes a acontecer. Segundo o especialista, ao dirigir uma pessoa conta com três tipos de habilidade do corpo humano.

São elas: a função cognitiva que junta a atenção, concentração, vigília, percepção e raciocínio; a função motora que controla o tempo de reposta dos movimento; e a função sensorial perceptiva que reúne audição, visão, tato e olfato.

“Se uma das três funções for prejudicada por alguma ação externa, consequentemente o condutor não estará dirigindo com todas as suas capacidades cognitivas e estará correndo risco”, ressaltou.

Reação mais lenta

Além disso, o estudo levantou situações específicas e descobriu que a reação dos motoristas é ainda mais lenta quando eles estão selecionando músicas no Spotify. Isso independente do sistema que está sendo usado.

E não só a reação é mais lenta quando o motorista está mexendo no Spotify. Essa ação também afeta a capacidade dele manter a velocidade constante a uma distância segura do carro à sua frente, na faixa de rodagem da estrada.

O estudo viu que os motoristas que usam a navegação pelo Apple CarPlay desviaram da sua posição na faixa cerca de 50 centímetros, Enquanto os que usaram o Android Auto saíram 53 centímetros.

Até mesmo a NASA contatou que nenhum ser humano consegue fazer com perfeição duas atividades ao mesmo tempo. E quando se está dirigindo isso é um fato.

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