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Veneza, a “Cidade dos Canais”, completa 1.600 anos

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A cidade de Veneza, na Itália, completa nesta quinta-feira, 25, 1.600 anos. Mesmo que a data seja motivo de celebração, infelizmente, por conta da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus, os venezianos não poderão comemorar.

Como relata uma recente reportagem da CBS News, a cidade, marcada por seus icônicos canais – junto com outras belíssimas cidades italianas – está em lockdown devido à terceira onda de contaminação do vírus, que invadiu a Europa.

Veneza

Veneza não é conhecida somente por seus estreitos e mágicos canais ou suas gôndolas. A cidade também é famosa por sua arquitetura, por seu carnaval e outras festividades. Sem a possibilidade de promover qualquer tipo de comemoração, os venezianos, infelizmente, se encontram na obrigação de parabenizar a cidade em silêncio.

O cenário, que deveria ser de festa, é comparado ao de um deserto. Há vida ali, mas não se nota. Na Praça de São Marcos, uma das regiões mais famosas da cidade, não há nenhum turista perambulando pelo local. E as dezenas de celebrações, que foram planejadas para este ano, incluindo o icônico carnaval de máscaras, permanecem no papel – sem nenhuma previsão de se tornarem palpáveis.

Uma bela história

Por anos e anos, a história de Veneza tem sido contada de forma poética. A trama da cidade se fortaleceu – e se concretizou – pelas bocas dos residentes e dos turistas, que sempre fizeram questão de usufruir dos cafés expressos servidos pelos estabelecimentos que se encontram em meio de Veneza, como, por exemplo, o icônico Caffe Florian, onde, conforme expôs a CBS News, o diretor artístico Stefano Stipitich, Andy Warhol, Grace Kelly e até mesmo Casanova fizeram questão de visitar para absorver a cultura local.

O próprio Caffe Florian também tem motivos de sobra para comemorar, pois o estabelecimento acaba de fazer aniversário – é o 300º. Segundo a reportagem da CBS News, o estabelecimento, que serve um café único, é um dos mais antigos da Itália. Como as portas estão fechadas, as cadeiras desocupadas e as mesas vazias, sem respingos de café, o parabéns também vem de forma silenciosa.

“Esta é a situação em que estamos”, disse um dos moradores. “Veneza inteira está em silêncio. É um desastre”.

Pandemia

Veneza teve altos e baixos durante a pandemia. Antes do novo coronavírus instaurar o medo – não só na cidade como também no mundo -, dezenas de milhares de turistas visitavam a cidade diariamente. Sem eles, a cidade, agora, que deveria estar sorrindo, chora, afinal, eram os visitantes que proviam 90% da receita anual.

O silêncio que se instaura entre os canais deveria ser algo incomum, mas não é. Os venezianos já viram isso antes com a Peste Negra. O parabéns pode ficar para depois. Mas, certamente, quando as palmas forem possíveis, a comemoração será grandiosa – e, claro, mais do que merecedora.

Curiosidades

De acordo com o portal Um turista nas nuvens, Veneza é constituída por um grupo de 118 pequenas ilhas, as quais são separadas por canais, com saída para o Mar Adriático. A maior parte dessas ilhotas foram criadas por meio de aterramento, ou seja, colocando terra sobre a água. É exatamente por isso que a cidade tem tantos canais e é interligada por pontes – nada menos que 177 canais e mais de 400 pontes.

Conforme expôs o portal, o maior – e mais importante – canal de Veneza é o Grande Canal (Grand Canal), a principal via para o trânsito de barcos aquáticos e gôndolas. Ao todo, quatro pontes o conectam a outras ilhotas: a Ponte da Academia, a Ponte dos Descalços, a Ponte da Constituição e a Ponte Rialto – mais antiga de todas (é também a que tem mais história e, para muitos, é a que tem a arquitetura mais espetacular).

Mesmo diante de tanta beleza e história, a cidade, de acordo com os especialistas, pode, a qualquer momento, se desfazer em meio às águas. Veneza já afundou mais de 20 centímetros nos últimos anos e, a cada ano, submerge cerca de 2 milímetros. Por conta disso, e da massiva presença de turistas, o número de residentes diminuiu drasticamente. Acredita-se que Veneza pode ficar vazia até 2030, tornando-se, assim, uma cidade fantasma.

Nós, sinceramente, esperamos que o futuro seja outro.

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