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Viagens longas no espaço podem aumentar o risco de danos cerebrais

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Em suma, o céu sempre atraiu a atenção e os sonhos do homem. O primeiro ser vivo no espaço não foi um homem, mas a cadela Russa Laika, da raça Kudriavka. Ela subiu ao espaço em 1957 a bordo da nave espacial Sputnik 2, e morreu quatro dias depois, devido ao calor, na reentrada. Se usou diversos animais nos primórdios da exploração espacial para testar o efeito da radiação, da ausência de gravidade e das condições do espaço exterior sobre os organismos vivos.

Ainda desvendamos poucos dos mistérios que envolvem o espaço. Isso ocorre principalmente por conta das condições espaciais que se refletem no corpo humano. Os astronautas tem bastante dificuldade de adaptação à microgravidade.

Agora, um novo estudo mostrou um problema grande que pode vir por conta de longos períodos fora do nosso planeta. Isso pode causar danos no cérebro. Para ver esses possíveis danos, os pesquisadores analisaram amostras de sangue coletadas de cinco cosmonautas antes e depois de estadias prolongadas na Estação Espacial Internacional (ISS).

Cada um deles passou, aproximadamente, 169 dias em órbita. Feito isso, os pesquisadores viram concentrações elevadas de três biomarcadores ligados a danos cerebrais depois que eles voltaram para o nosso planeta.

Estudo

E estudos anteriores já tinham levantado algumas hipóteses a respeito das viagens espaciais e a deterioração do cérebro, sendo uma delas a diminuição do volume cortical ou do encolhimento do cérebro. Esse é um dos sinais mais claros de que realmente existe um problema e que ele merece ser investigado mais a fundo.

“Esta é a primeira vez que uma prova concreta de dano às células cerebrais foi documentada em exames de sangue após voos espaciais. Se deve explorar mais a fundo e evitado para que as viagens espaciais se tornem mais comuns no futuro”, disse o neurocientista Henrik Zetterberg, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

Esses biomarcadores que o estudo analisou foram a luz de neurofilamento (NFL), proteína glial fibrilar ácida (GFAP), tau total (T-tau) e duas proteínas beta amilóides. NFL, GFAP e a proteína beta amilóide Aβ40. Todos eles se elevaram depois de um tempo longo em órbita na ISS.

Danos

Por mais que ainda não esteja claro até que ponto os cérebros dos astronautas podem ser danificados, se é que eles são danificados, se relacionou esses biomarcadores em vários estudos aos distúrbios neurológicos no passado.

Tanto que, as imagens feitas por  ressonância magnética (MRI) e testes clínicos do cérebro dos astronautas confirmaram a ideia de que se pode afetar a função cerebral por conta de uma viagem espacial.

Contudo, esse estudo ainda está em um estágio inicial. E mais dados de mais pessoas são necessários para se conseguir descobrir exatamente como e por que o tempo passado no espaço afeta o cérebro de maneira negativa.

“Se pudermos descobrir o que causa o dano, os biomarcadores que desenvolvemos podem nos ajudar a descobrir a melhor forma de remediar o problema”, disse Zetterberg.

Viagens espaciais

Mesmo que as leituras de pico sofressem variações entre as pessoas, as tendências gerais da elevação dos biomarcadores eram as mesas em todos os astronautas. Neles, todos os três biomarcadores mostraram alterações parecidas. Isso é uma outra indicação de um aumento substancial no risco prolongado no espaço.

O estudo não explica por que essas mudanças no cérebro podem estar acontecendo. E como temos poucas pessoas indo ao espaço, dificulta para os pesquisadores reunir um conjunto grande o suficiente para fazer qualquer conclusão a respeito dos riscos para a saúde das viagens espaciais.

“Devemos ajudar uns aos outros para descobrir por que os danos surgem. É falta de peso, mudanças no fluido cerebral ou fatores estressantes associados ao lançamento e pouso, ou é causado por outra coisa? Aqui, muitos estudos experimentais emocionantes em humanos podem ser feitos na Terra”, concluiu Zetterberg.

Fonte: https://www.sciencealert.com/long-hauls-in-space-seems-to-increase-brain-damage-risk-study-finds

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