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Você não aguentaria o calor que está na Espanha nesse momento

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Não importa de onde é, você não gostaria de estar no calor da Espanha neste momento. Isso porque o país vive uma onda de altas temperaturas durante o período de pré-verão.

Sendo assim, diversas fotos estão surgindo para retratar essa realidade no país europeu. Os conteúdos vão desde mutirões tomando banho nas fontes de Madri até vendedores de chapéu à procura de um cliente que precisa se proteger do Sol. Nesse sentido, o sul do país é a região que mais sente as altas temperaturas.

Fonte: Paul White / AP

Ola de calor

Diferente dos climas das arquibancadas de estádios, ninguém aqui está feliz com essa “Ola” (onda, em espanhol). Pelo contrário, as pessoas estão buscando de todas as formas encontrar maneiras de driblar o calor escaldante que faz na Espanha.

Para a sorte dos espanhóis, o Dia dos Namorados deles é em 14 de fevereiro, pois se fosse no dia 12 de junho, alguns casais teriam problemas em ficar grudados demais. Afinal, nessa data, cidades como Andújar marcaram 43ºC em seus termômetros. De modo semelhante, Córdoba registrou 42ºC nesse momento de pré-verão.

Ambas as cidades ficam no sul da Espanha, região que mais sente o fator que está causando essas marcações incomuns. Lá, os moradores e turistas sentem em cheio os efeitos de uma massa de ar muito quente que vem do norte da África. Este bolsão vai ficar pelo território espanhol até o dia 15 de junho.

Isso pode ser apenas uma prévia do calor que o país vai enfrentar neste mês. Conforme indica o porta-voz da Agência Nacional de Meteorologia da Espanha, Rúben del Campo, junho tende a ser um período bem complicado para o povo espanhol. “Estamos enfrentando temperaturas excepcionalmente altas para junho”, diz ele em comunicado do órgão público.

Fonte: Paul White / AP

A propósito, essa é a quarta onda de calor que o território espanhol recebe nos últimos 10 meses. Primeiramente, registrou-se uma em agosto do ano passado, quando a cidade de Montoro, no sul do país, chegou a bater os 47,4ºC. Mais tarde, veio a onda entre o Natal e o Ano Novo, seguida de outras massas de ar quente em maio. Agora, há mais uma para dar as boas vindas ao verão.

Fenômeno comum, porém intensificado

Apesar de se tratar de um aumento previsto no ciclos das estações, certos traços desse processo demonstram os efeitos das mudanças climáticas pelas quais o mundo passa.

Conforme aponta Rúben del Campo, desde a Era Pré-Industrial, as temperaturas aumentaram cerca de 1,7 graus na Espanha, um pouco abaixo dos 2ºC que a Europa registrou de crescimento. Sendo assim, as ondas de calor estão se tornando não só mais intensas, como também mais frequentes.

Segundo o especialista, os dias veraneios “estão ficando cada vez mais quentes e cada vez mais longos: um verão atual dura mais de um mês adicional do que nos anos 1980”, aponta Rúben del Campo.

Fonte: Paul White / AP

Com isso, além dos impactos nos ciclos naturais, também se calcula os efeitos desse calor na saúde pública espanhola. Afinal, todos os anos, 1.800 pessoas morrem nas ondas de calor que atingem o país. Ou seja, caso a intensidade e frequência desse evento continuem aumentando, mais óbitos ocorrerão.

Por fim, a nação passa a ter que lidar com mais recorrência com os incêndios florestais e secas que decorrem dessas altas temperaturas. Inclusive, na semana passada, o fogo se alastrou em Serra Bermeja, que fica em Málaga, na região da Andaluzia. Ao todo, o incêndio consumiu 3.500 hectares de vegetação, o que, assim como no Brasil, tende a afetar em cheio a vida da fauna que habita o local.

Portanto, não restam dúvidas para os cientistas: o aquecimento global está deixando suas marcas desde já. Por isso, é fundamental que as nações se unam no propósito de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, o que nem sempre acontece na prática por impasses da geopolítica.

Fonte: G1, Isto É.

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