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Wendy: cadela mais forte do mundo apresenta mutação genética

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A cadela considerada a mais forte do mundo se chama Wendy e é pertencente à raça “whippet”. Wendy nasceu com uma mutação genética que a fez ter “músculos duplos”. Essa condição rara fez com que ela tivesse o dobro do tamanho de um cachorro normal da mesma raça. A cadela faleceu em 2017, mas recebeu muito amor de sua dona ao longo da vida.

A mutação que Wendy possuía é denominada de “Bully Whippet”. Os cachorros que a possuem costumam ter os pescoços grossos e as patas bastante definidas. Mas toda essa força era apenas aparência. Ao The Sun, a dona da cadela, Ingrid Hansen, contou que Wendy era, na verdade, uma fofura.

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A tutora explicou que comprou Wendy com oito anos e que ela viveu uma vida emocionante até partir em 2017. Os primeiros registros da fama da cachorrinha aconteceram em 2007, quando ela foi comparada ao ator e político Arnold Schwarzenegger. O sucesso permitiu que ela viajasse algumas vezes para aparecer em programas de TV, como o Today Show, dos Estados Unidos.

A mutação de Wendy

A Deficiência de Miostatina ou Síndrome de Bully Whippet, mutação genética que fez com que a cadela tivesse músculos grandes e definidos, é uma mutação da miostatina, uma proteína que é principalmente associada ao desempenho atlético do animal. Wendy tinha cerca de 30 quilos, o que representa quase o dobro de um cão de corrida da mesma raça, que pesa cerca de 16 quilos.

Esta é uma característica que se manifesta apenas fisicamente e não afeta as características amorosas e doces da raça, já que Wendy e os demais cachorros que sofrem da síndrome são naturalmente leais e ótimos companheiros familiares. Vale ressaltar que a síndrome rara só foi observada em cães da raça Whippet.

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Embora o corpo de um Bully Whippet seja maior, seus órgãos internos são do tamanho de um cão normal. Ter que fornecer sangue e oxigênio através de um corpo maior que o normal pode sobrecarregar muito o coração e os pulmões de um Whippet afetado, o que pode corroborar em problemas cardíacos e pulmonares.

Da mesma forma, esses cachorros podem ter problemas ao se reproduzirem e, infelizmente, as condições apresentadas podem resultar em uma vida mais curta do animal. Até hoje, não há cura conhecida para a Síndrome de Bully Whippet e, por isso, é necessário acompanhamento frequente com um veterinário para garantir as melhores condições de vida ao cão.

Fontes: Metrópoles e DNA Center

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