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Os lobos de Chernobyl estão deixando seu lar e isso pode representar um grande perigo

POR Leticia Rocha    EM Mundo Animal      12/09/18 às 16h06

O acidente na Usina Nuclear de Chernobyl aconteceu em 1986, mas teve dimensões tão grandes que existem rastros até hoje, 32 anos depois. Um dos únicos acidentes classificado como de nível 7, de acordo com a Escala Internacional de Acidentes Nucleares.

A explosão de um dos reatores da indústria, além de espalhar grandes níveis de radioatividade, que contaminaram uma extensa região, causou também a morte de 31 pessoas. Isso, sem mencionar aquelas que morreram em decorrência da grande exposição à radiação.

Uma área de 30 km ao redor da usina foi evacuada, por questões óbvias de segurança. No entanto, o mesmo não ocorreu com os animais que habitavam naquela região. O que tem ocorrido é que se notou uma considerável expansão da vida selvagem no local. Outro fator notado por pesquisadores, é que esses animais, que podem ter genes mutantes causados pela radiação, estão viajando para outros locais fora da área evacuada.

Lobos de Chernobyl

Uma equipe de pesquisadores decidiu rastrear um dos lobos da região e acompanhar seu caminho. Para entender melhor esse processo de migração e também saber dos efeitos e consequências causados por ele. O animal rastreado viajou cerca de 369 quilômetros fora da zona em quarentena.

O que acontece é que a mistura de animais de dentro da zona evacuada com os que estão de fora, tem causado mutações genéticas. Essas mutações não criam um tipo de "lobo zumbi mutante" ou animais que brilham. Não é nada muito bizarro, mas não se sabe ao certo de que forma isso poderia impactar na natureza ou na evolução daquela espécie.

De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo estudo, a maioria das mutações é imperceptível a olho nu. Já que a maioria das alterações ocorrem nos padrões genéticos do animal. É possível que essas mutações sejam na verdade benéficas à espécie. Entretanto, ainda não é possível afirmar isso. É necessário seguir com as pesquisas para entender melhor os efeitos dessas mudanças.

Não são apenas os lobos

O estudo em específico foi focado nos lobos da região, mas esse processo de migração e mistura de genes ocorre também com outras espécies que habitam a área evacuada. Os lobos foram escolhidos porque os cientistas estavam curiosos para entender o porquê da densidade da população crescer tão rápido. A zona em que os lobos cinzentos habitam é 7 vezes mais densa que aquelas fora dessa região.

Outro ponto importante de ser esclarecido é que essas mutações ocorrem independente da exposição à radiação. Por inúmeros outros fatores. No entanto, a exposição a esses elementos modificou a forma como isso tem ocorrido e acelerou o processo. Ainda assim, mesmo que os lobos cinzentos saiam da zona de contato com a radiação, os pesquisadores afirmaram que as mutações continuarão a ocorrer.

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Leticia Rocha
Estudante de Jornalismo, apaixonada por pequi, vendedora de pão de mel e de tudo que colocar na minha mão!
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