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Woodstock 99: o pior festival de música da história que terminou em desastre

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Quando se fala em Woodstock logo vem à mente o lendário festival de 1969. No entanto, ele não foi o único que aconteceu com esse nome. O Woodstock 94 foi um festival muito bem sucedido e contou com quase 400 mil pessoas em Rome, Nova York. Contudo, o Woodstock 99 foi um verdadeiro desastre e marcou a história dos festivais de música para sempre.

Desde o começo, o Woodstock 99 tinha sinais de um caos em potencial. O local do festival era perto de uma base aérea e ele aconteceu embaixo de temperaturas muito altas de quase 40°. E como o lugar tinha poucas sombras e quase nenhuma vegetação ou árvores, as pessoas tiveram que montar suas tendas no asfalto.

Como se isso não bastasse, banheiros e chuveiros estavam superlotados e logo entraram em colapso, além de escassez dos recursos essenciais. Dentre todos os problemas, um dos mais evidentes foi a exploração nos preços da água. Ela estava sendo vendida a quatro dólares. E por mais que tivessem bebedouros gratuitos colocados a aproximadamente 800 metros dos palcos, eles também estavam apresentando problemas. O resultado disso foi a desidratação e problemas estomacais entre as pessoas.

Woodstock 99

Mistérios do mundo

No Woodstock 99 as drogas eram vistas por toda parte por conta da falta de segurança por causa da renúncia de 100 funcionários durante o evento. E enquanto as drogas circulavam, as bebidas e os alimentos das pessoas eram confiscados, o que forçava as pessoas a ficarem reféns das coisas limitadas e caras que estavam sendo vendidas no festival.

Como se tudo isso já não fosse um caos o suficiente, começou uma onda de hostilidade contra mulheres. Tanto é que, artistas como Sheryl Crow, Jewel e Alanis Morissette sofreram abuso verbal enquanto estavam se apresentando. E pior do que isso foram os vários relatos de abusos sexuais com violações tanto individuais como coletivas. Até um policial chegou a ser suspenso por pedir fotos nuas das frequentadoras do Woodstock 99.

Mas a violência não ficou limitada a esses atos. Quando bandas como DMX, Limp Bizkit, Korn e Red Hot Chili Peppers se apresentaram, o clima ficou ainda mais sombrio. Isso porque, em um caso específico, Fred Durst, do Limp Bizkit, incitou agressão durante seu show. Tanto é que quando a música “Break Things” começou, as pessoas levaram a letra muito a sério e causaram vários ferimentos, indo de ossos quebrados até dentes arrancados.

Caos

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O pico de todo o caos foi no show do Red Hot Chili Peppers. No caso, 100 mil velas estavam sendo distribuídas para o público para que eles fizessem uma vigília serena, mas logo a situação saiu do controle. As velas acenderam fogueiras, o que começou incêndios generalizados e a destruição de pontos vitais para o festival, como as torres de áudio. Por conta disso, pessoas ficaram desesperadas e quebraram as barreiras na tentativa de fugir.

Além do pânico, caixas eletrônicos foram arrombados, barracas foram saqueadas e aconteceu a tragédia da morte de um frequentador do festival, David DeRosia, no show do Metalica. O acreditado é que ele tenha morrido por conta da hipertermia. Por conta disso, a mãe do jovem processou os promotores do Woodstock 99 por negligência.

Mesmo o Woodstock 99 sendo um evento para celebra a paz e amor, ele foi tudo, menos isso. E mesmo com a edição anterior tendo sido icônica, o festival ficou lembrado não por conta das atrações que tiveram, mas sim pelo caos, violência e perda de vidas. O Woodstock 99 foi descrito pelos jornalistas musicais como “o dia em que a música morreu”.

Fonte: Mistérios do mundo

Imagens: Mistérios do mundo

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