
Há mais de cem anos acontecia o primeiro crime contra a humanidade no século XX, o genocídio armênio. Tudo começou em 1915, sob ordens de Mehmed Talaat Pasha, um dos três líderes de fato do Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial. Ele promulgou as duas medidas amplamente creditadas com o início do genocídio armênio: a prisão em massa de armênios intelectuais em Constantinopla (dia 24 de abril de 1915) e a Lei Tehcir, que exigiu deportações em massa em 30 de maio de 1915.
Logo após a queda dessas ordens, os armênios receberiam a ordem de se reunirem na praça de sua cidade, depois da qual seriam levados para fora da cidade e mortos em massa.
No primeiro instante, 200 intelectuais armênios em Constantinopla foram mortos. O ato foi o início de um programa sistemático das autoridades otomanas para exterminar toda a população armênia. Dias depois o governo otomano desapropriou cidadãos armênios em toda a Anatólia e iniciou um programa de deportação em massa.
Os armênios foram obrigados a deixar suas terras e seguir em uma marcha para a Síria. Nisso, homens foram mortos por militares ou tribos locais, mulheres foram estupradas e crianças raptadas. Muitos morreram no meio do deserto, de fome ou mesmo por causa de doenças. Só para vocês terem uma ideia, em 1915, cerca de 2 milhões de armênios viviam no território do Império Otomano. Cinco anos depois, eles eram menos de 400 mil.
O número de armênios mortos nesse genocídio é estimado em 1,5 milhão, de acordo com pesquisadores e historiadores, mas as fontes turcas tendem a baixar consideravelmente essa cifra.
Sabendo que pouca gente tem conhecimento sobre esse infeliz acontecimento, resolvemos trazer algumas fotos que mostram um pouco de como foi esse genocídio.
Uma mulher armênia se ajoelha ao lado da sua filha morta, perto de Alepo, na Síria, por volta de 1915-1919.
Armênios alinhados por volta de 1918. Quase todos eles foram levados para o deserto e executados.
Uma mãe armênia se senta ao lado dos cadáveres dos seus cinco filhos.
Deportados armênios marchando para a Turquia.
Um campo de refugiados na Região de Cáucaso, em dezembro de 1920.
Crianças refugiadas armênias reaproveitavam sacos de farinha na Síria para fazer roupas, em 1915.
Refugiados armênios encontram comida na área de Hauran, na Síria.
Sobreviventes do genocídio que fugiram para Jerusalém, em 1918.
Um campo de refugiados armênios na Síria, por volta de 1915/1916.
Refugiados armênios na Síria se preparando para partir para a Grécia, em 1915.
Armênios exibem a bandeira que usaram para pedir ajuda durante a resistência em Musa Dagh, na Turquia, antes de serem evacuados para Port Said, Egito, em setembro de 1915.
Muitos países do Ocidente não tinham a mínima ideia do genocídio que estava acontecendo. Mas vários relatórios importantes do The New York Times ajudaram as pessoas a ter conhecimento do que estava acontecendo.
A polícia turca conduz os armênios pelo deserto da divisão administrativa Mamuret-ul-Aziz, pertencente ao Império Otomano, por volta de 1918.
Uma mulher e uma criança armênia ganhando comida, por volta de 1915/1916.
Em Atenas, na Grécia, crianças refugiadas armênias e gregas que haviam sido expulsas da Turquia, em 1923.
Um refugiado armênio coim seus filhos na Síria, em 1915.
E você, tinha conhecimento das grandes atrocidades cometidas contra os armênios? Comente!






